Fiat Argentina pede resgate

Em: 21 de janeiro de 2012
Segundo presidente, Brasil e Argentina devem usar ferramentas que permitam integração
Segundo presidente, Brasil e Argentina devem usar ferramentas que permitam integração

A escalada da tensão comercial entre Brasil e Argentina já preocupa os empresários argentinos. Com a memória ainda fresca sobre as consequências do bloqueio que a indústria automobilística sofreu, no ano passado, com centenas de veículos argentinos parados na fronteira, o presidente da Fiat Argentina, Cristiano Rattazzi, apelou para o resgate do espírito do Mercosul. Em entrevista, Rattazzi opinou que os dois países “precisam limar qualquer tipo de aspereza e resgatar o espírito inicial do Mercosul”.
Segundo o executivo, Brasil e Argentina devem usar ferramentas que permitam “a integração total da região para conquistar outros mercados e fazer acordos de comércio com outros países, em vez de ficar neste mercado fechado”.
Já o presidente da UIA (União Industrial da Argentina), José Ignácio de Mendiguren, adotou um discurso mais alinhado à Casa Rosada. Ao comentar as declarações do ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Fernando Pimentel, de que a “Argentina é um problema permanente”, Mendiguren afirmou que “o Brasil já tem mais de 80 meses de uma balança comercial brutalmente favorável com a Argentina e os números não justificam este tipo de reclamação”. Em entrevista a uma rádio local, Mendiguren ressaltou que “as exportações do Brasil para a Argentina cresceram acima de 25% no último ano”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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