Fieam questiona ministro do Mdic

Em: 15 de dezembro de 2010

O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado Amazonas) e 2º vice-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Antonio Silva, rechaçou ontem na reunião de diretoria da CNI, em Brasília, as declarações feitas pelo titular do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Miguel Jorge, sobre o PIM (Polo Industrial de Manaus), na edição do jornal “Valor Econômico” do último dia 10.
“Colocar o PIM como vilão da balança comercial brasileira é um erro imperdoável, além de extremamente injusto. Historicamente, mais de 50% das aquisições de insumos do polo vêm do mercado nacional, sendo que mais da metade destes são produzidos em Manaus. Atualmente, mesmo com situações absolutamente desfavoráveis e sazonais, como a questão cambial e a forte concorrência asiática, ainda assim, conseguimos manter um patamar de nacionalização acima dos 40%”, salientou o dirigente.

Nota de esclarecimento

Na oportunidade, Antonio Silva entregou aos líderes empresariais da indústria nota de esclarecimento já enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à presidente eleita, Dilma Roussef, e à imprensa. Além da Fieam, subscrevem o documento o Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), a Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), a Faea (Federação da Agricultura do Estado do Amazonas) e o Centro Comercial do Amazonas.
Antonio Silva destacou que no que concerne ao peso das importações do Amazonas em relação ao Brasil, que venha a justificar que o ministro sugira “ao seu sucessor no Ministério a contratação de uma avaliação cuidadosa sobre o funcionamento da ZFM (Zona Franca de Manaus) e dos benefícios concedidos”, é importante ressaltar que relevante parte das importações brasileiras do setor eletroeletrônico, que atingiram o patamar de US$ 29 bilhões entre janeiro e outubro de 2010 é realizada por empresas fora do PIM, que representam apenas 22% destas importações (US$ 6.4 bilhões, em relação aos US$ 22.6 bilhões importados pelas empresas do restante do país).
O presidente da Fieam frisou ainda que é importante destacar que os bens de informática são produzidos em todo o Brasil com incentivos fiscais e contribuem significativamente para o aumento das importações deste segmento industrial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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