Finados movimenta comércio de produtos

Em: 29 de outubro de 2010
O Dia de Finados que será na próxima terça-feira (2), movimenta diversos setores de negócios em Manaus. O mercado de flores teve aumento de 20% na procura por flores naturais e 10% nas artificiais
O Dia de Finados que será na próxima terça-feira (2), movimenta diversos setores de negócios em Manaus. O mercado de flores teve aumento de 20% na procura por flores naturais e 10% nas artificiais

O Dia de Finados que será na próxima terça-feira (2), movimenta diversos setores de negócios em Manaus. O mercado de flores teve aumento de 20% na procura por flores naturais e 10% nas artificiais. A procura por profissionais que trabalham como autônomos, dentre os quais, pedreiros, pintores e serventes cresceu 50% com relação ao ano passado. Vendedores ambulantes reforçaram suas bancas principalmente com flores que mais saem nesta época do ano. Entre elas, os crisântemos, margaridas e calabrias.
De acordo com o gerente da Floricultura a Bothânica, localizada na zona sul de Manaus, José Willys, o feriado do Dia do Funcionário Público vai prejudicar o movimento do Dia dos Finados. “As pessoas devem aproveitar o feriado para viajar, e só irão retornar no dia de finados, e isso deve prejudicar bastante o movimento em nossas vendas. Acredito que teremos uma queda em torno de 15% em nossas vendas com relação ao ano passado,” afirmou o gerente.
O gerente disse ainda que o Dia de Finados virou uma “Festa Comercial”.“As pessoas vão para o cemitério para comer, beber e passear. O saudosismo foi mantido somente pelas pessoas mais idosas que ainda respeitam seus entes queridos. Os mais velhos são os que mais compram flores e arranjos para homenagear os falecidos”, salientou Willys.
Willys denunciou a concorrência desleal por parte de pessoas que dentro dos cemitérios, roubam coroas e arranjos para revender 80% mais barato.
Para a proprietária da floricultura Dona Flor da Villa, Kei Nagai, o que fez com que o movimento nas vendas de finados tivesse queda foi o aumento da concorrência no setor. “Há alguns anos tínhamos poucas lojas especializadas no ramo, hoje observos um grande aumento na quantidade de floriculturas na cidade”, lamentou.
O pedreiro, João Batista que trabalha há 17 anos no cemitério São João Batista, informou que houve um aumento de 50% na procura por seus serviços. “Temos trabalho até para depois do feriado. Este ano foi grande a procura por serviços tanto na área de lavagem, reforma e pintura, nosso serviço teve um faturamento 50% maior que o ano passado,” comemorou.

Indústria da vela

A proprietária da AGM Indústria Comércio e Representação Ltda, localizada na área centro sul da cidade, Valdereza Eugênia de Melo, disse que o Brasil passa por um momento critico com relação à parafina, matéria prima que produz a vela. “A Petrobras não tem uma produção em grande escala, por isso, quem sofre com a escassez do produto são as fábricas que trabalham com a produção de velas. Por mais que as empresas antecipem seus pedidos a falta da matéria prima e o aumento constante no preço desse produto tem sido um grande problema que pode ocasionar até mesmo o fechamento de empresas que atuam no setor”, disse Valdereza.
A empresária falou que mesmo com todos os problemas ocasionados pela falta de matéria prima para a produção, a empresa conseguiu suprir o aumento na demanda para o período de finados. “Para este período temos um aumento de até 40% no número de pedidos, mas isso só foi possível, graças ao planejamento que foi feito com antecedência. Foi necessário contratar mais 20 funcionários temporários para atender a demanda, mas a falta de parafina no mercado fez com que diminuíssemos a nossa produção, limitando novas contratações”, explicou.
Valdereza informou que a seca deste ano, também tem prejudicado o setor, pois os barcos não estão conseguindo chegar aos seus destinos, devido a grande distância, portanto muitos interiores irão ficar sem velas para o período.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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