O primeiro quadrimestre de 2008 confirma a tendência de expansão do crédito para aquisição de veículos a prazo. Segundo levantamento da Anef, (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), o saldo total das carteiras de financiamento (CDC) e Leasing para pessoa física ultrapassou a marca de R$ 123 bilhões, valor 43,6% superior ao mesmo período do ano passado. As duas modalidades de venda de veículos somam 66% do total comercializado no período.
“A estabilidade da economia brasileira faz com que o consumidor se sinta mais seguro para adquirir um automóvel a prazo. Quem já possui um carro, muitas vezes busca o financiamento para comprar um modelo novo ou mais equipado. Já quem não o possui, tem a oportunidade de ter o primeiro automóvel. Nossa única recomendação é que o consumidor não comprometa mais do que 30% de sua renda líquida mensal com o financiamento”, ressaltou o presidente da Anef, Luiz Montenegro.
Se analisarmos as carteiras de Leasing e CDC separadamente, a primeira apresentou crescimento superior, de 124,1%, passando de R$ 14,4 bilhões para R$ 38,9 bilhões. Já o CDC aumentou 23,3%, de R$ 68,3 bilhões saltou para R$ 84,2 bilhões no primeiro quadrimestre de 2008. A diferença no aumento das duas carteiras fez com que em abril de 2007, do saldo total, o Leasing representasse apenas 20,3%. Em abril de 2008 sua participação passou a 31,6%, com um crescimento de 11,3 pontos percentuais e com tendência de crescimento.
No período, as operações de Leasing para pessoa física corresponderam a cerca de 48% do saldo total da carteira, enquanto em abril de 2007, representavam 43,6%. Esta elevação aponta mais uma vez para a tendência de migração do CDC para o Leasing.
Juros
e planos
As taxas de juros vêm apresentando relativa estabilidade desde o início do ano, registrando 1,61% ao mês (21,13 a.a.) em abril de 2008. Se comparada ao mesmo período do ano passado, os juros apresentaram pequena elevação, de 0,02 ponto percentual.
Os planos máximos de financiamento se mantêm em 72 meses, com média de 42 meses. No primeiro quadrimestre de 2007, os planos máximos permaneciam em 72 meses, enquanto os planos médios eram de 39 meses.







