Fiocruz e BNDES firmam acordo em favor da saúde

Em: 4 de dezembro de 2009
Foi assinado nesta semana um termo de cooperação técnico-científica entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)
Foi assinado nesta semana um termo de cooperação técnico-científica entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz)

Foi assinado nesta semana um termo de cooperação técnico-científica entre o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
O convênio assinado é uma parceira estratégica para alavancar atividades e projetos da Fiocruz, subsidiar a produção e a inovação em saúde e estruturar um novo modelo jurídico para a fundação, de modo a fortalecer o complexo industrial da saúde no Brasil.
A Fiocruz tem atualmente um portfólio de projetos nas áreas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, inovação e produção em saúde que requerem investimentos estimados em cerca de R$ 1 bilhão. Parte desse montante será injetada na fundação, por meio do BNDES com recursos não reembolsáveis. Outra parte da quantia pode ser obtida por parcerias público-privadas.
O BNDES já está examinando uma carteira de projetos da Fiocruz para investimento de longo prazo. Cerca de R$ 40 milhões já foram repassados pelo banco à Fiocruz e serão utilizados para finalização do CDTS (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde), projetos do Biomanguinhos (Instituto de Tecnologia e Imunobiológicos) e ações ligadas a implantação de polos tecnológicos, a exemplo de Minas Gerais e Ceará.
“Ampliar a presença nacional da Fiocruz está entre as nossas metas e trazer o BNDES para esta causa é de extrema importância”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que testemunhou a assinatura do termo pelos presidentes da Fiocruz, Paulo Gadelha, e do BNDES, Luciano Coutinho. “Isto é mais que um termo de cooperação; é uma aliança estratégica de alto interesse para a população brasileira”, acrescentou o ministro.

Desafio estratégico

Segundo Gadelha, a Fiocruz assume o desafio estratégico de formular os rumos do complexo produtivo da saúde brasileiro e servir de catalisador para arranjos de desenvolvimento regionais e nacional. “O BNDES compreende as necessidades brasileiras para a redução das iniquidades, o desenvolvimento tecnológico e o estreitamento das relações internacionais”, afirmou Gadelha.
“Este convênio com o banco representa um avanço importante para que a saúde seja incluída em um padrão de desenvolvimento econômico voltado ao atendimento das demandas sociais do país”, complementou o presidente da Fiocruz, lembrando que o fortalecimento da saúde pública inclui não só a melhoria dos serviços prestados à população, mas também os investimentos em inovação tecnológica e saúde.
De acordo com Coutinho, a política de desenvolvimento produtivo e o programa Mais Saúde foram formulados com grande integração entre as equipes do BNDES e do Ministério da Saúde. Devido à forte convergência entre essas duas políticas, o complexo da saúde é hoje compreendido como um eixo fundamental da inovação tecnológica.
“A parceria é uma peça de apoio às duas políticas, de desenvolvimento industrial e de saúde”, comentou o presidente do BNDES. “O banco tem parceria com outras unidades de pesquisa, mas é com alegria que renovamos o compromisso de cooperação com a Fiocruz, pela quantidade e pela envergadura dos projetos da fundação; vamos apoiá-la em formas institucionais novas para que ela tire cada vez mais proveito de sua capacidade inovadora em prol da saúde dos brasileiros, sobretudo em relação a doenças negligenciadas e outros problemas que o sistema privado demora a equacionar”, finalizou Coutinho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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