FMI projeta crescimento de 4,7% para o Brasil

Em: 27 de janeiro de 2010
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2010. Segundo estudo divulgado pelo FMI, o PIB (Produto Interno Bruto) do país aumentará 4,7% neste ano
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2010. Segundo estudo divulgado pelo FMI, o PIB (Produto Interno Bruto) do país aumentará 4,7% neste ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para a economia brasileira em 2010. Segundo estudo divulgado pelo FMI, o PIB (Produto Interno Bruto) do país aumentará 4,7% neste ano.
A estimativa é mais conservadora que as projeções oficiais. Segundo o Ministério da Fazenda, o PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país, terá expansão de 5,2% neste ano. O ministro Guido Mantega divulgou a projeção na semana passada na primeira reunião ministerial do ano. No Relatório de Inflação, publicado no fim de dezembro, o Banco Central prevê crescimento de 5,8%.
Apesar da previsão menos otimista que as do governo, as perspectivas do FMI apresentaram melhora em relação ao levantamento anterior. Em outubro, o FMI previa que o país cresceria 1,2% em 2010. Para 2011, o FMI estima que o PIB brasileiro crescerá 3,7%, contra projeção de 0,2% em outubro.
De acordo com o FMI, o crescimento da economia brasileira continuará inferior ao dos países emergentes. O estudo estima que as economias em desenvolvimento crescerão 6% em 2010 e 6,3% em 2011. Esse ritmo, no entanto, será puxado pela Índia e pela China, que deverão registrar expansão superior a 7,5% nos dois anos.

Desafio pós-crise

Para o Fundo Monetário, o principal desafio após a crise financeira internacional será o controle do fluxo de dinheiro que entra nas economias emergentes. Esses recursos, adverte o FMI, podem provocar novas bolhas de ativos nas nações em desenvolvimento, que vão requerer atenção das autoridades econômicas.
Em relação aos países avançados, o fundo recomenda a retirada gradual dos programas de estímulo economia, apesar do impacto que essas medidas têm provocado na dívida pública de nações desenvolvidas. Para não aumentar as preocupações com a sustentabilidade fiscal, o FMI sugere que os governos tenham uma estratégia de comunicação clara sobre a retirada dos estímulos fiscais e monetários.
A reforma das instituições financeiras deve continuar a ser prioridade, avalia o FMI. De acordo com o estudo, os legisladores em todo o mundo devem se mover com ousadia para reduzir os riscos de instabilidades futuras provocadas pela aplicação em ativos de risco.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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