Banco da Amazônia anunciou que estão disponíveis R$ 1,2 bilhão, para empréstimos pelo FUNDO
O Banco da Amazônia anunciou que já estão disponíveis para aplicação, em 2015, R$ 1,2 bilhão em recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) – do qual o banco é gestor. O objetivo é fomentar o desenvolvimento da Região Amazônica e desenvolver vários segmentos, como industrial, comércio, serviços, agricultura familiar, micro e pequenas empresas.
A informação é do superintendente regional do Banco da Amazônia no Amazonas e Roraima, Miguel Seiffert Simões, que assumiu o cargo no último dia 5 de abril. Em visita ao Jornal do Commercio realizada na tarde de ontem (5), ao lado do gerente geral do banco em Manaus, Márcio Orsi Coutinho, o superintendente destacou que o montante vem da arrecadação de impostos federais (IPI e Imposto de Renda). Mais de 50% deste recurso deve ser aplicado em micro e pequenas empresas, em segmentos de pequenos negócios. O restante pode ser aplicado em operações estruturadas, incluindo, por exemplo, as PPPs (Parcerias Público-Privadas) com o governo do Estado e outros investidores.
O novo superintendente do Banco da Amazônia comemora o crescimento do fundo no último ano. Ele garante que, para tentar driblar a crise econômica e garantir a aplicação destes recursos, a instituição busca parcerias com outros órgãos e entidades.
“Aplicamos R$ 1 bilhão em 2013 e em 2014. Nosso desafio é que a gente consiga, embora o cenário para novos investimentos esteja retraído, buscar parcerias junto à Federação das Indústrias, Sebrae, Suframa, Fucapi e outros organismos que nos dão o direcionamento sobre os melhores parceiros para aplicar esses recursos”, declarou.
Ainda segundo Miguel Seiffert, em meio ao cenário de crise de crédito, o grande diferencial do FNO oferecido pelo Banco da Amazônia está na política e a diretriz de aplicação dos recursos, uma vez que dispõem de subsídios nas taxas de juros e no prazo para a concessão.
“Hoje estamos falando de uma taxa Selic de 13,25% com viés de alta, e isso tem impactos no custo do dinheiro. Já as taxas do FNO são de 5,5% (com rebate nos 15%) até 8% para investimentos e isto é um diferencial competitivo. É todo um conjunto de benefícios que fazem do FNO um recurso estratégico para a região e para a cidade de Manaus. Manaus é a cidade mais rica do Norte/Nordeste. Estamos em uma economia pujante que está sentindo os efeitos da crise, mas também está se readequando. Por isso estamos visitando empresários no Distrito Industrial, e em todos os lugares onde somos procurados, justamente para que o recurso consiga fluir. Que a gente olhe a adversidade também como oportunidade”, destacou o superintendente.
Além disso, ele afirma que os recursos do FNO têm o objetivo de diminuir as desigualdades sociais. “No Centro-Sul tudo já está praticamente bem desenvolvido. A Amazônia precisa de incentivos financeiros e fiscais para que se possa ter níveis de competitividade nas empresas”, defendeu.
Beneficiários
São beneficiários dos recursos do FNO: os produtores rurais (pessoas físicas e jurídicas de direito privado e de capital nacional); as empresas, inclusive firmas individuais, de direito privado e de capital nacional e estrangeiro (no caso de empresa estrangeira devem ser obedecidas as seguintes condições: para ampliação e modernização, ou seja, após o início das operações, e somente para as atividades consideradas de alto interesse nacional); as associações e cooperativas, legalmente constituídas e em atividade há mais de 180 dias, de direito privado e de capital efetivamente nacional, com, no mínimo, vinte associados.
Área de atuação
A área de atuação do FNO abrange toda a Região Norte, compreendendo os Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa área corresponde a 45% do território nacional, atingindo 449 municípios que compõem a base político-institucional da Região, que é de 3.869.637,90 km2, com uma população de 11.604.158 habitantes.
Sobre o Banco
Fundado em 1942 com o objetivo de financiar a produção de borracha destinada aos países aliados durante a Segunda Guerra Mundial, o Banco da Amazônia tem hoje 96% do capital societário administrado pelo governo federal. Como gestor do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte), criado em 1989, possibilita aos minis, micro e pequenos produtores e empresários da Amazônia Legal o acesso a uma fonte permanente e estável de financiamentos de longo prazo, com encargos diferenciados, resultando no crescimento de postos de trabalho e da geração de renda.
Hoje tem atuação voltada para o desenvolvimento sustentável da região, através da definição de critérios rigorosos na análise do crédito. Modernização tecnológica, expansão da rede de atendimento e foco no cliente, tanto pessoa física como pessoa jurídica.
Lucas Câmara
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