O DI (Distrito Industrial) é o cartão de visitas de Manaus, que transite aos visitantes a impressão inicial sobre a ZFM. É o primeiro contacto que empresários e autoridades têm com a área. Mas, acima de tudo, sua rede viária é o caminho obrigatório dos caminhões de carga e dos ônibus que transportam os trabalhadores para as fábricas. Através dessa rede entram os insumos que alimentam as linhas de fabricação e saem produtos que resultam da industrialização para atender os mercados interno e externo.
Além do aspecto estético, existem razões econômicas que tornam necessária a perfeita conservação do DI. Se o estado de suas ruas e avenidas não estiver em boas condições de conservação, prejudica os veículos que nelas trafegam, encarecendo os custos de transporte. Já há algum tempo, essas vias estão em péssimo estado. A falta de recursos (parte do orçamento da Suframa está contingenciado pelo governo federal) impediu a Suframa de realizar a manutenção da rede urbana do DI nas épocas devidas.
Com as chuvas abundantes que caem e o trabalho de dilatação e contração do asfalto com a alternância de sol e variações termométricas acentuadas –próprias do clima tropical– é imprescindível realizar a manutenção. Pelos motivos expostos, isto não foi feito nos momentos necessários. Os reparos efetuados foram sempre superficiais e precários.
O excesso de chuvas do clima de Manaus traz um problema de drenagem que deteriora de forma precoce a pavimentação, que precisa ser resolvido. Enquanto não for solucionado, não poderá ser feita uma adequada recuperação do local.
Com o passar dos anos, a deterioração se agravou de tal modo que hoje atingiu patamar insuportável para as empresas e todos os veículos que lá transitam. Sem mencionar a péssima impressão que isso causa aos empresários que vêm a Manaus observar o PIM, na expectativa de implementar projetos industriais. O péssimo estado em que se encontra o DI pode ocasionar perda de potenciais investimentos, afetando geração futura de emprego e renda e, portanto, a totalidade dos setores da economia. O governo, nos três níveis da administração, também será prejudicado com a queda na arrecadação tributária.
Convênio
Em 2007, a situação tornou-se calamitosa, com queixas de todos os segmentos da sociedade e grande repercussão nos meios de comunicação. Graça à ação conjunta do governo estadual, bancada federal do Amazonas, Suframa e entidades empresariais junto aos ministérios e ao próprio presidente Lula, o governo federal decidiu liberar parcela dos recursos da Suframa contingenciados com o objetivo de revitalizar o DI. Para a condução do processo de seleção da empresa que executará os serviços e fiscalização do andamento das obras, sob estrita supervisão da Suframa, foi celebrado convênio com as entidades empresariais –representadas no ato pelo Cieam–, objetivando equacionar e dar solução ao grave problema.
Complexidade da obra
Realizar obras de revitalização de uma área onde o tráfego é intenso e pesado, sem comprometer as atividades do dia-a-dia dos usuários, não é tarefa fácil. Mais difícil ainda é entender como são os procedimentos técnicos de revitalização do asfalto, mais adequados a um clima de alta pluviosidade e variação termométrica. Um dos técnicos responsáveis pela obra, engenheiro Jorge Sotto, explica que o primeiro passo para fazer o projeto de execução é a elaboração de um cadastro de todas as vias, com os respectivos problemas. Com tal procedimento obtêm-se os quantitativos para preparar uma planilha de serviços, tais como área de asfalto, volume de aterro etc. Após essa primeira etapa, parte-se para a remoção da pavimentação comprometida e a verificação das condições da base e sub-base; caso estejam comprometidas, serão refeitas com material de boa qualidade. Depois de refeitas, é colocado o pavimento de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ). Todo o processo será realizado visando apresentar um trabalho de qualidade que, apesar do tráfego pesado e dos rigore






