Força dos EUA no mundo deve diminuir, diz inteligência americana

Em: 24 de novembro de 2008
A força econômica, militar e política dos Estados Unidos no mundo deve decair nas próximas duas décadas, segundo um relatório de agências americanas de inteligência divulgado na sexta-feira
A força econômica, militar e política dos Estados Unidos no mundo deve decair nas próximas duas décadas, segundo um relatório de agências americanas de inteligência divulgado na sexta-feira

A força econômica, militar e política dos Estados Unidos no mundo deve decair nas próximas duas décadas, segundo um relatório de agências americanas de inteligência divulgado na sexta-feira. O relatório foi produzido pela NIC (National Intelligence Council), entidade que coordena o trabalho de todas as agências de inteligência do país. O texto também afirma que a atual crise financeira é o começo de uma grande mudança na economia global, com transferência de renda do Ocidente para o Oriente e enfraquecimento do dólar.
A divulgação do documento da NIC coincide com a transição do governo de Bush para o presidente eleito, Barack Obama, nos EUA.

Brasil, China e Índia

“Os próximos 20 anos de transição para um novo sistema estão cheios de riscos”, diz o relatório Global Trends 2025 (ou Tendências Mundiais 2025, em português).
O relatório é elaborado a cada quatro anos, sempre coincidindo com a posse de um novo presidente americano. O documento prevê que até 2025 o mundo pode se tornar um lugar mais perigoso, com menos acesso das populações à comida e água. O NIC acredita que no futuro os EUA continuarão sendo o país mais poderoso do mundo, apesar de perder parte da sua influência para países como China, Índia, Brasil e Irã. A NIC afirma que um mundo com mais pólos de poder potencialmente terá mais conflitos do que um mundo com uma ou duas superpotências.
A agência afirma que o aquecimento global e a escassez de recursos provocarão guerras no futuro. A disseminação de armas nucleares também deve crescer, com Estados considerados “párias” e grupos terroristas conseguindo acesso a materiais nucleares.
A ação dos líderes globais será decisiva para os rumos do planeta. “Não está além do alcance dos seres humanos, ou dos sistemas políticos, (ou) em alguns casos (o) funcionamento de mecanismos do mercado, cuidar e aliviar e até solucionar esses problemas”, afirma Thomas Fingar, diretor da NIC.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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