A Marinha, o Exército e a Aeronaútica devem colaborar com soluções logísticas na operação planejada pelo governo federal para atender as populações indígenas do Vale do Javari (AM), atingidas por doenças como a hepatite, malária e tuberculose.
O apoio já foi tratado em uma reunião entre representantes da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e do Ministério da Defesa, segundo informou ao programa Amazônia Brasileira, da Rádio Nacional da Amazônia, o presidente em exercício da Funasa, Josenir Nascimento.
“Solicitamos aeronaves para entrarmos na área de forma mais eficiente. Hoje usamos barcos que levam até 22 horas para chegar em determinados lugares”, adiantou Nascimento. “A Marinha vai antecipar a embarcação do navio Carlos Chagas, para pegar o rio cheio e descer mais adentro, atingindo o máximo de aldeias possível”.
Nascimento disse que o Ministério da Defesa já recebeu pedidos específicos para envio de barracas de campanha e equipamentos próprios para acampar na mata. Ele ressaltou o envolvimento de autoridades e profissionais de saúde do município de Atalaia do Norte (AM) e do Estado do Amazonas no planejamento da operação. Parte do hospital de Tabatinga deve ser cedida pelo Exército para atender demandas emergenciais da operação e o governo estadual já está comprometido a transferir profissionais para fortalecer o atendimento.
A idéia da Funasa é que o município de Cruzeiro do Sul, no Acre, também funcione como base operacional. O rio Javari, que dá nome à terra indígena, é também o marco de fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia.






