A Fiam (Feira Internacional da Amazônia) maior vitrine de negócios da Região, completa 10 anos nesta 7ª edição. Empenhado na realização deste megaevento o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira convocou a indústria a fazer desta edição a maior já realizada pela autarquia. O anfitrião da feira salientou que a Suframa é responsável pela organização e que o evento depende da participação dos expositores em apresentar oportunidades inusitadas para abrilhantar esta edição especial. Uma década já passou da primeira Fiam realizada em 2002, promovida pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) com a proposta de ser a vitrine de promoção do modelo ZFM (Zona França de Manaus). Em 10 anos a feria cresceu em importância e se consolidou como o principal evento multissetorial da região voltado à atração de investimentos para o Norte do país. Passou a fazer parte do Calendário Brasileiro de Exposições do governo federal. O evento acontece de 27 a 30 de novembro, no Studio 5 Centro de Convenções, localizado na zona Sul da cidade. A temática tem foco na tecnologia a serviço da qualificação da mão de obra. Mais novidades da Fiam 2013 estão na entrevista exclusiva concedida ao Jornal do Commercio.
Jornal do Commercio – Qual é o grande destaque da feira, a maior atração para esta edição que comemora 10 anos?
Thomaz Nogueira – O grande destaque da feira é o Polo Industrial de Manaus, esta é grande atração da feira, o ponto central. Nós temos aqui inúmeros convidados em termos de competência técnica. São 78 grandes especialistas nos assuntos em que estamos trabalhando, mas a atração é a feira em si. Nós estamos dando apoio e suporte, por exemplo, na atividade da piscicultura no que tange a exportação, nós temos um seminário que já é um sucesso e estamos buscando abrir mercados internacionais. Há um mercado em franca expansão para essa atividade. Então esse é o foco, esse é o grande destaque dessa feira, fomentar negócios futuros. Os nomes e marcas que estão sendo trazidos eles tem esse viés da competência técnica do conhecimento. Há em todas as áreas, na sua área especificamente nós contamos com a presença do jornalista Sílio Boccanera, mas o grande destaque é a feira em si e o Polo Industrial de Manaus.
JC – Como será a participação do Mdic durante a realização da Fiam? O ministro Fernando Pimentel confirmou a presença?
Thomaz – A participação do Mdic é fundamental, sem o apoio do Mdic, sem o apoio do ministro Pimentel essa feira não poderia ser realizada. Nós tivemos na quinta-feira passada (21) fazendo um batimento, um acompanhamento com o secretário executivo do Mdic, Ricardo Schaefer estava presente, numa agenda puramente administrativa, tratou de outros assuntos com os servidores, tratou do CBA. Ele esteve aqui em Manaus, mas vai voltar na feria. O ministro Pimentel deve estar presente, agora se algum ponto em termos de agenda ficar mais complicado e impactar na vinda do ministro, tudo bem, o importante foi apoio que recebemos para a realização dessa feira. Mas eu conto com a presença do ministro aqui.
JC – Quais são as expectativas desta que feira que já está em sua 7ª edição?
Thomaz – São fortes, mas é fato que estamos realizando esta feira num momento extremamente delicado para a instituição onde parte da nossa mão de obra está muito reduzida. Estamos realizando concurso público e isso deve ter um impacto positivo para a instituição entre abril e maio do ano que vem, portanto o desafio desta edição foi maior. Fazer uma feira de enorme responsabilidade, já na 7ª edição, podemos dizer que é um sucesso, é um case de sucesso, uma referência, com recursos muito limitados. Eu não canso de reconhecer o esforço de toda nossa equipe.
JC – Superintendente, o que o público pode esperar desta feira depois de seis edições de sucesso?
Thomaz – A feira divulga a Amazônia para todo o planeta. Nós temos nesta 7ª feira alguns avanços, ampliamos espaços, colocando parceiros importantes, como a Venezuela com mais de 400 m² de área reservada e que tem um mercado consumidor muito grande. Esse relacionamento com esses países panamazônicos é muito importante, nós temos aí uma população enorme com grande potencial de mercado consumidor. Então nós estamos trazendo a Venezuela e teremos também a participação do Peru, também estamos trabalhado no seminário novo muito importante que é o seminário de designer que abrange a capacitação de mão de obra aqui para o Polo Industrial de Manaus. Se conjugar isso com alguns esforços, as empresas estão trazendo seus centros de desenvolvimento para a cidade. Nós tivemos a pouco mais de 90 dias a inauguração do Centro de Pesquisa e Tecnologia, um trabalho que a Moto Honda faz em parceria com governo do Estado por meio da Universidade Estadual do Amazonas. Então gerar essa mão de obra qualificada é um tema muito importante para o futuro do Polo Industrial e do modelo Zona Franca de Manaus.
JC – Qual o balanço que o superintendente da autarquia faz das seis edições anteriores da Fiam e a novidade da 7ª edição?
Thomaz – Após seis edições, a feira atraiu centenas de expositores e investidores, milhares de visitantes, e promoveu a geração de quase US$ 73 milhões na soma dos resultados somente das rodadas de negócios. Na 1ª edição realizada em 2002, as empresas do Polo Industrial apresentaram as novidades em tecnologia produzidas em Manaus. Em 2004 a jornada de seminários dobrou com 14 temas diversos e 2.203 participantes. Em 2006 a feira realizou a Primeira Mostra Regional de Trabalhos Técnico-Científicos, para dar visibilidade aos projetos que de alguma forma tiveram o apoio da Suframa. Em 2008 foi lançada a Rodada de Negócios de Turismo, que gerou expectativa de US$ 5 milhões ao ano de negócios realizáveis em médio e longo prazo. A Fiam passou a acontecer nos anos ímpares a partir da 5ª edição realizada em 2009 e ganhou o Pavilhão Amazônico, dedicado à exposição e comercialização de produtos regionais. Na edição passada a rodada de Negócios superou todas as expectativas ao gerar em curto prazo cerca de US$ 13 milhões e US$ 39 milhões em médio prazo. Num balanço de US$ 73 milhões somando as seis edições passadas. Este é o segredo do sucesso: fomentar investimentos futuros com as rodadas de Negócios. Nesta edição contamos mais uma vez com estandes de países convidados como a Polônia e todos os países vizinhos nossos, e o Pavilhão Amazônico, local onde estão expostos os produtos regionais.
JC – Quantas empresas do Distrito Industrial participam da feira?
Thomaz – São aproximadamente 90 empresas de todos os segmentos, seja do setor de duas rodas, eletroeletrônico, relojoeiro, entre outros que ocupam uma área de 12 mil m² aproximadamente, e empresas de produtos regionais também estão presentes num espaço temático de 1.200 m² chamado de Tenda Amazônica, onde acontece a abertura do evento, hoje às 17 horas. Esse local é um auditório que será transformado nessa mesma noite, após a inauguração da feira em um grande pavilhão de produtos regionais. As empresas regionais foram incentivas a participar da feira em parceria com o Sebrae-AM, Setrab, Amazonastur, governo do Estado de forma geral e com o Sebrae dos nove Estados da Amazônia brasileira que produzem fitoterápicos, fármacos, alimentos, bebidas,e produtos de artesanato regionais que são muito forte por isso, realmente teremos a oportunidade de nesse espaço amazônico, mostrar para o mundo as nossas potencialidades. Que é realmente um foco muito grande que a Suframa tem dedicado para divulgação nesta feira.
JC – Como está a organização e disposição das marcas no pavilhão principal?
Thomaz – Primeiro quero esclarecer que este foi chamado de pavilhão principal porque tem 12 mil m², é o maior, mas todos tem a mesma importância. Pelas dimensões é o local tecnicamente escolhido onde ficam as empresas maiores, como a Samsung, LG, Sony, Yamaha, Honda, Dafra, Nokia, todas as gigantes montadoras do Polo Industrial que montaram seus estandes com empresas aqui de Manaus que desenvolveram e executaram cada um projeto que estão no pavilhão maior.
JC – Quem são os parceiros e apoiadores da feira?
Thomaz – Estão presentes a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Basa (Banco da Amazônia), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) que é o grande apoiador para a realização da feira e incentivou na rodada de negócios, nos seminários. E também contamos com o apoio do Amazonas Convention e da Amazonastur para as rodadas de negócios de turismo que já estão com as inscrições esgotadas, restam poucas inscrições para alguns seminários.
JC – Com relação as oportunidades de negócios como o anfitrião deste megaevento internacional, realizado no coração da Floresta Amazônica de dimensões continentais, faz para atrair cada vez mais novos investidores e manter os já conquistados?
Thomaz – Há uma expectativa nas áreas de livre comércio, onde as oportunidades são outras, são muitas e diversas, principalmente quando se instala um Polo Industrial, como já temos. Colocar nossos produtos no mercado mundial é um desafio absolutamente possível. Não é algo que seja de outra galáxia. Temos o exemplo no agronegócio familiar, onde o pequeno produtor pode colocar o seu produto no mercado mundial, ele precisa ter qualidade, suporte e é isso que nós trabalhamos, sendo um link com os parceiros, como já citamos o Sebrae, com as secretarias de planejamento, que nós estamos treinando no laço. É exatamente este modelo de agricultura orgânica, por exemplo, que chamamos de suporte a economia regional da Amazônia.
JC – O senhor citou a frase “colocar nossos produtos no mercado mundial é um desafio”, com este novo voo direto Manaus-Lisboa, da Tap Airlines, vai abrir novos mercados consumidores na Europa e Ásia? Esta é mais uma conquista da autarquia?
Thomaz – Você tocou num ponto importante, nas discussões que participamos, nós fizemos mostrar não só viés do Turismo, onde a Amazônia é um destino desejável na Europa, Estados Unidos, entre tantos. Mas mostramos também o mercado corporativo importante que temos aqui, com muitas empresas da Ásia instaladas no Polo Industrial. Japão, Coréia, China e há um mercado corporativo com um deslocamento muito grande, que agora com um voo direto reduz em pelo menos 12 horas o tempo de viagem. Tem toda a razão, há um potencial neste voo, não apenas num ponto de Turismo que já é importante, e que atende esse mercado corporativo que é muito grande e que vai lucrar com uma logística mais eficaz, com redução de tempo e custo. Então foi de grande valia esse esforço que envolveu o prefeito de Manaus e a Amazonastur, e agora no final, envolveu a Suframa, é um esforço coletivo muito importante para esta cidade.






