“Precisamos manter a pressão nas negociações com as Farc, que agora se apóia no conjunto dos reféns dos Estados latino-americanos e na opinião pública mundial.
Espero que tenhamos resultados nos próximos dias”, afirmou Kouchner, para quem a libertação das duas reféns abre “abre perspectivas”. Segundo Kouchner, a libertação das duas reféns “é um êxito da mediação de Chávez e do trabalho de inteligência de Uribe”. “Se esses dois esforços se somarem, poderão produzir resultados”.
Após a operação de resgate de Rojas e González, Uribe reconheceu a eficiência do trabalho de Chávez e propôs aos rebeldes uma negociação de paz.
“Devo reconhecer que foi eficaz o processo promovido pelo presidente Chávez, que obteve a libertação unilateral e incondicional de nossas compatriotas”, disse Uribe em uma mensagem ao país.
Uribe também convidou as Farc a considerar uma “negociação sincera, ágil e de boa fé, cercada por garantias democráticas”.
“Nossa gratidão ao presidente da irmã República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, por seu esforço e eficiência na libertação de nossas compatriotas Clara Rojas e Consuelo González”, disse Uribe. O pedido de Álvaro também aumenta as expectativas do fim do cativeiro da franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 na mesma ocasião que Rojas. No dia 23 de fevereiro, a ex-candidata à Presidência da Colômbia completa seis anos em poder da guerrilha. O porta-voz do comitê de libertação das reféns, Hervé Marro, afirmou que o resgate de Clara e Consuelo causou “uma explosão de alegria”, mas só pontual, pois ainda restam outros 3.000 na floresta em poder da guerrilha.







