Fundo Amazônia foca projetos que ajudem a combater desmatamento na região

Em: 15 de dezembro de 2008
O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia
O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia

O BNDES irá gerir o primeiro fundo brasileiro voltado especialmente para investir em projetos que colaborem com o combate ao desmatamento na Amazônia. Chamado de “Fundo Amazônia”, a iniciativa atende ao conceito de redução de emissões através de desmatamento evitado, que é chamado de REDD (Reduction Emissions from Deforastation and Forest Degradation) na Convenção do Clima.
Estima-se que 75% das emissões de gases do efeito estufa brasileiras sejam oriundas de queimadas nas florestas. O primeiro compromisso de aporte de recursos já foi recebido durante a conferência e  foi feito pelo governo da Noruega, que destinará 1 bilhão de dólares  até 2015, o equivalente a cerca de US$ 150 milhões anualmente.
O ministro do Meio Ambiente da Noruega, Erik Solheim, ressaltou que a iniciativa brasileira de lançar o Fundo Amazônia deve ser apoiada por outros países e que o governo da Noruega está motivado a apoiar iniciativas que protejam as florestas tropicais e combatam o desmatamento. Eduardo Bandeira de Mello, chefe do departamento de Meio Ambiente e Responsabilidade Social do BNDES, disse que a Noruega já havia demonstrado interesse em investir em projetos como esse desde a Conferência do Clima de 2007, ocorrida em Bali. Mello afirmou que novos aportes de recursos poderão ser feitos ainda durante a conferência. “Governos de outros países e empresas nacionais e multinacionais demonstraram interesse em destinar recursos”, informou Mello. Em janeiro de 2009, o fundo estará em operação e apto a receber propostas de projetos que tenham como meta contribuir com o desmatamento na Amazônia, sejam projetos de empresas, órgãos públicos e organizações não governamentais. “O acompanhamento da execução dos projetos e a prestação de contas será feita de forma transparente e aberta a todos, seguindo o modelo adotado pelo BNDES em sua operação”, concluiu Mello.
Para Steve Schwartzman, diretor de políticas para florestas tropicais da EDF (Environmental Defense Fund), a iniciativa brasileira de criar o fundo é extremamente positiva, assim como a criação da política nacional e do compromisso de metas de redução.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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