Fusões e Aquisições no Varejo

Em: 1 de agosto de 2010
A junção das duas empresas gigantes do varejo Pão de Açúcar e Casas Bahia acende uma luz que desperta a atenção
A junção das duas empresas gigantes do varejo Pão de Açúcar e Casas Bahia acende uma luz que desperta a atenção

A junção das duas empresas gigantes do varejo Pão de Açúcar e Casas Bahia acende uma luz que desperta a atenção.
O movimento de fusões e aquisições não é novo em nenhum segmento e muito menos no varejo se acompanharmos os últimos movimentos das grandes organizações vamos perceber que para sustentar o seu crescimento essa foi uma ferramenta largamente utilizada.
Um breve histórico dos últimos anos, publicado pela Reuters, nos mostra como essa ferramenta de crescimento foi utilizada:
Em 2010 a rede Insinuante se juntou com a Ricardo Eletro compondo uma empresa com foco em móveis e eletrodomésticos com cerca de 500 lojas em todo o Brasil.
Um ano antes o grupo Pão de Açúcar em acordo com a Globex compram a Ponto Frio do ramo de móveis e eletrodomésticos, valor investido R$ 824,5 milhões. Para robustecer ainda mais a estratégia compra o controle acionário da rede Casas Bahia também especializada em varejo de bens duráveis assumindo a liderança do varejo e deixando para trás o Carrefour.
Em 2007 a Ricardo Eletro compra a rede Mig e amplia assim seu mercado além das fronteiras de Minas Gerais para Goiás Distrito Federal e Interior de São Paulo. No mesmo ano a Wal-Mart anuncia a compra da Rede Bom Preço com expressiva participação no Nordeste. Ainda em 2007 o Carrefour compra a rede Atacadão por um valor de U$ 1,12 bilhão. Esse ano a briga estava boa e o Pão de Açúcar não refrescou e comprou a rede Assai um segmento com foco em pequenos comerciantes e consumidores de baixa renda conhecido como “atacarejo”.
No ano de 2005 o Carrefour compra a Rede de Hiper mercados Big no Estado de São Paulo.
Em 2003 o Pão de Açúcar se associa à rede Sendas líder no Estado Rio de Janeiro. Um ano antes compra a rede Sé Supermercados detentora do faturamento de R$1 bilhão.
O breve histórico apresentado mostra o apetite em aumentar a fatia do mercado, manter a liderança e fortalecer a participação para não se tornar inexpressivo no setor. As fusões e as aquisições tornaram-se então a ferramenta mais utilizada para se chegar a esse objetivo e vêem mostrando uma boa eficiência como estratégia de crescimento de mercado. O Brasil sinaliza um grande crescimento e em muitos casos se mostra como um bom mercado consumidor é a bola da vez. As aquisições e fusões iram se intensificar cada vez mais. Basta ver o histórico apresentado anteriormente.
Assim como o varejo a nossa região Norte também irá sofrer fortemente essas modificações e esses ataques. Os investimentos se intensificam e a concorrência fica cada vez mais acirrada. Para ter a posse de uma maior fatia as empresas vão se utilizar do recurso de fusão e aquisição. O que acontece com o mercado é que quem não conseguir crescer terá uma fatia cada vez menor. Cabe aqui uma reflexão estratégica sobre o negócio, crescer onde está, ou segmentar mais ainda e aumentar a participação em determinado nicho. O fato é que é hora de tomar decisões e se mexer bem e rápido para não ser engolido.

Quem mais ganha com esse movimento?
As regiões e aos consumidores toda a vez que existem novos investimentos e novas disputas no mercado, que não se tornem monopólio, ganham com isso. Ganham com novos investimentos, novos empregos, variedades de produtos, modernidade, melhor qualidade, mais impostos e uma infinidade de benefícios.
Geralmente quando um setor se torna mais competitivo é forçado a melhorar seus padrões de qualidade, tanto dos produtos quanto das prestações de serviço. O consumidor começa a ter mais opções de lojas, ambientes mais confortáveis, preços menos especulativos, tratamentos mais respeitosos, mais empregos com melhores remuneração e opções mais variadas. Mercado concorrido e bem regulamentado faz bem à economia.
Quem perde com esses movimentos, certamente quem está desestruturado, como custos operacionais desproporcionais e sem estratégia ou de crescimento ou de segmentação para fugir a esses verdadeiros furacões. Algumas saídas são urgentes, como associações, cooperativas, fusões e aquisições, e investimentos constantes não só em expansão mas principalmente na gestão do negócio.
O varejo local vai passar por um grande desafio, a aceleração das fusões e aquisições e a entrada de novas organizações, esses novos desafios podem ser superados com novas atitudes as atitudes corajosas e inovadoras dos gestores de varejo que conseguem enxergar que as mudanças estão acontecendo e precisam de respostas novas e diferentes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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