Nos próximos meses, a maior quantidade de operações de fusão e aquisição acontecerá em países emergentes, ao passo que o apetite diminuirá na Europa e América do Norte. Os setores mais agitados para compra entre empresas serão os de telecomunicações, insumos básicos e bens industriais. Estas são algumas tendências traçadas pela consultoria e auditoria KPMG, que divulgou ontem pesquisa sobre a relação entre preço e lucro de fusões e aquisições no mundo durante o segundo semestre de 2007.
De julho a dezembro do ano passado, ocorreram 19.343 negócios no globo, somando cerca de US$ 2.147 trilhões. O valor caiu em relação aos US$ 2.699 trilhões do primeiro semestre, quando foram realizadas 17.717 transações. Ou seja, no segundo semestre a quantidade de operações foi maior, 9%, por um valor total cerca de 20% menor. De acordo com o estudo, houve grande número de negócios de baixo valor na região Ásia-Pacífico.
Ao contrário, na América Latina o número de transações permaneceu estável no segundo semestre de 2007, mas o valor das transações aumentou. De julho a dezembro, 567 operações foram concluídas envolvendo empresas latino-americanas, atingindo US$ 51.8 bilhões. No primeiro semestre, foram 562 operações, com valor total de US$ 30.1 bilhões.
No segundo semestre de 2007, empresas brasileiras foram alvo de 224 negócios, ao valor total de US$ 32.5 bilhões no período. Na opinião de Cláudio Ramos, sócio de corporate Finance da KPMG, há muito espaço para consolidação no Brasil, que assim como a América Latina, ainda não atingiu o estágio de maturidade do ciclo mundial de fusões e aquisições.
Para os próximos seis meses, segundo a KPMG, empresas de telecom insumos básicos e bens industriais devem apresentar a maior atividade de fusões e aquisições e os maiores índices de valorização futura, conforme análises de projeção de valor da relação preço/lucro projetada dos setores globais. Na mão inversa, empresas de serviços ao consumidor e de saúde globalmente terão menor ritmo de transações. De maneira geral, a KPMG prevê que o nível de negócios em 2008 se manterá próximo dos números de 2007.






