Garantido encerra o Festival de Parintins exaltando a cultura brasileira

Em: 30 de junho de 2025

O Boi Garantido encerrou, nesse domingo (29), a terceira e última noite de apresentações do 58º Festival de Parintins. Em busca do 33º título de sua história, o bumbá vermelho e branco levou à arena o espetáculo com a temática “Garantido, Boi do Brasil”, parte do projeto artístico deste ano, intitulado “Boi do Povo, Boi do Povão”.

A apresentação iniciou exaltando a diversidade cultural do Brasil, em uma grande celebração folclórica com bois de várias regiões do país. Com ritmos e cores de Norte a Sul, o Garantido homenageou tradições e também destacou sua própria trajetória com uma mistura de toadas emblemáticas. A alegoria trouxe a porta-estandarte Jevenny Mendonça, surgindo do “coração do Brasil”, e a sinhazinha Valentina Coimbra, brincando de boi na cena central.

Homenagens emocionam público na arena

O espetáculo prestou homenagem ao compositor Chico da Silva, com destaque para a icônica toada “Vermelho”. A noite também marcou a despedida do tripa Denildo Piçanã, emocionando o público. A lenda escolhida foi “A Deusa das Águas”, uma criação do artista Glemberg Castro, que impressionou com movimento, tecnologia e impacto visual. A Rainha do Folclore, Lívia Christina, surgiu no centro da alegoria, transformando-se em yara.

Mulher indígena e resistência ganham destaque em alegoria

A figura típica regional valorizou o papel das artesãs indígenas, mostrando a mulher originária como símbolo de resistência e preservação cultural. A cunhã-poranga Isabelle Nogueirabrilhou ao representar essa força feminina, com indumentária que se transformava em uma arara em plena arena.

Ritual Bahsesé impressiona com tecnologia e ancestralidade

Um dos momentos mais aguardados da noite foi o Ritual Bahsesé, idealizado pelo artista Antônio Cansanção e sua equipe. A alegoria trouxe esculturas gigantes e movimentadas, com a presença marcante do pajé Adriano Paketá, em uma cena de forte espiritualidade.

Mônica Freires

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