O gengibre amargo é a mais nova aposta para tratamento de câncer de pele, cólon e fígado. Planta de origem asiática encontrada no Amazonas, esta espécie de gengibre é pesquisada pelo Inpa (Instituto de Proteção da Amazônia) há 15 anos, e um dos compostos extraídos do vegetal é mais potente que os remédios convencionais.
Segundo o pesquisador responsável Carlos Cleomir, o resultado do estudo não visa a cura dessas doenças, mas o avanço do tratamento. A denominação do composto descoberto, Zerumbona, originou-se do nome científico do gengibre amargo, Zingiber Zerumbet.
O cientista conseguiu extrair o composto a partir de uma nova fórmula, para evitar os métodos já patenteados. O processo adotado e patenteado pelo Inpa, por meio de óleos essenciais, determinou grau de pureza de 98%.
Conhecido popularmente por mangarataia, o gengibre é comumente utilizado na medicina tradicional das populações amazônicas, para eliminar doenças como reumatismo, rouquidão, gripe e bronquite. De acordo com Cleomir, Manaus é pioneira no uso científico do gengibre na América Latina. “Os poucos contatos que a comunidade científica teve foram realizados pelo países asiáticos. Nossa cidade é a primeira a estudar o gengibre amargo, nos dando larga vantagem para estabelecer novas patentes e medicamentos”, explicou.
Os fundamentos para a produção do remédio vêm do extrato dos rizomas, um dos óleos essenciais da planta. Este extrato pode ajudar no tratamento de câncer de pele, fígado e cólon. As pesquisas laboratoriais mostram que o produto tem efeito somente sobre as células tumorais do câncer, resguardando as unidades celulares saudáveis.
“Há duas empresas interessadas em colocar o medicamento no mercado, calculo que isso demore entre dois e três anos”, disse Cleomir, ao comentar sobre a comercialização do remédio.
Gengibre amargo auxilia no combate ao câncer de pele, cólon e fígado
Em: 28 de agosto de 2009
O gengibre amargo é a mais nova aposta para tratamento de câncer de pele, cólon e fígado
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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