Não basta ser cidadão e eleitor, se no sentido contrário aos direitos e deveres constitucionais desta condição não se dá garantias de bons serviços prestados pelo poder público em geral. Isto vale para as principais áreas de atuação do serviço público, que são saúde, educação e infra-estrutura urbana.
Em relação aos dois primeiros praticamente nada muda à cada ano, haja vista a nova tentativa de ressuscitar a velha CPMF (Contribuição sobre Movimentações Financeiras), que passaria a ser chamada de CSS (Contribuição Social para a Saúde). Certamente à saúde financeira de poucos influentes que têm acesso fácil à aplicação de tais recursos. Razão disto, que tal proposta já recebeu pela internet, apelidos populares de “Cuidado com Seu Salário” ou “Contribuição para Sustentar Salafrários”.
Em relação ao terceiro setor de serviços públicos fica a ênfase para os de pavimentação pública, cuja manutenção praticamente permanente excede os princípios da boa engenharia, visto que há casos em que -a exemplo da cidade de Manaus-, numa única semana um mesmo trecho ser asfaltado de três a cinco vezes. O custo social da pavimentação de logradouros públicos em Manaus nas últimas três décadas daria para custear com seu excedente financeiro mais três décadas, sem deslocar um centavo sequer dos orçamentos públicos para as mesmas três décadas futuras, podendo tais recursos serem aplicados em áreas mais carentes e de interesse direto da sociedade. Exemplo claro e evidente deste fato é o asfalto da estrada de acesso ao aeroporto de Manaus, que resiste quase incólume há mais de 20 anos à movimentação de veículos naquele trecho. Seria bom se a sociedade procurasse saber por quê.
Eleições municipais 2008
Esta semana já começou com muito alvoroço em torno das pesquisas de intenção de votos elaborada pelo Instituto Sensus – Pesquisa e Consultoria, divulgada no último final de semana. O resultado desta pesquisa apenas confirma o que eu já venho falando há muito tempo. Isto é. Não há no final do túnel nenhuma luz que alcance algum novo iluminado que possa, de fato, evidenciar um novo horizonte político para o Estado do Amazonas, considerando que Manaus se constitui à cada ano numa capital-Estado. Este iluminado, certamente, não está inserido no meio de tanta mediocridade política, excetuando algumas personalidades que apresentam algum recurso, quanto à escassa “intelectualidade política”. Isto é, a capacidade de unir comprometimento público e a decência na gestão da coisa pública, com os demais interesses que margeiam a sociedade como um todo.
A evidência política do ex-governador Amazonino Mendes (46,9% das intenções de voto) credencia o mesmo à missão de corrigir os equívocos do passado e possibilitar esta mudança estrutural e política para o bem de toda a sociedade amazonense nata ou adotiva. Tal desafio impõe ao mesmo a necessidade de reestruturar sua base de assessoramento técnico e político-administrativo, deletando aqueles que no passado demonstraram total falta de competência e comprometimento com a boa gestão pública, cujas mazelas ainda encontram-se espalhadas pelos quatro cantos da cidade de Manaus.
A atual gestão municipal demonstrou e evidenciou que a meritocracia nem sempre é a melhor referência para uma boa administração pública. Há que se ter sensibilidade para lidar com as demandas sociais de curto período, pois as de médio e longo prazos não constituem tradição na cultura político-social deste país. É bom que os candidatos locais tenham mais clareza de seus objetivos e apresentem mais independência quanto ao poder central em Brasília, haja vista o futuro incerto do Partido dos Trabalhadores, em âmbito nacional, depois de 2010.
Apenas um comentário
Nos últimos anos algumas eleições no âmbito dos conselhos federais e estaduais de categorias profissionais de nível superior, têm apresentado resultados com menos de 50% de votantes num primeiro turno. Se de fato estamos numa democracia em sentido mais amplo, penso que o Ministério Pú






