Pesquisas recentes revelaram que, quando uma língua surge a partir de outra, seu vocabulário passa por mudanças imediatas, e não por uma evolução lenta e constante. Esta tem sido uma busca incessante, desde muitas décadas passadas, que cientistas continuam a debater, para saber se esta evolução ocorre de maneira gradual ou é guiada por explosões curtas de mudança profunda.
Segundo grupos de pesquisadores têm relatado recentemente que, ao que tudo indica, quando novas línguas resultam de outras mais antigas, há uma explosão inicial de alterações de vocabulário. Depois, o idioma tende a se estabelecer e acumular mudanças graduais por um longo período de tempo. O senso comum na área científica aponta que esse distinto padrão evolucionário ocorre quando um grupo social tenta forjar uma identidade separada.
Segundo estudo coordenado por Mark Pagel, um biólogo evolucionista da University of Reading (Inglaterra), baseado em pesquisa mais recente, a qual surgiu de uma descoberta anterior, concluiu-se que apenas cerca de 20% das mudanças genéticas entre espécies ocorrem assim que elas se subdividem, enquanto o restante ocorre depois, gradualmente.
“Foi muito natural para nós nos perguntarmos se um processo semelhante (de evolução) acontece em grupos culturais”, argumentou Pagel. “Tratamos as palavras de idiomas diferentes quase da mesma maneira que usamos genes: (…) Quanto mais diferentes são as espécies, menos genes elas têm em comum, da mesma forma que quanto mais distintas duas línguas são, menos palavras elas têm em comum.”
Podem parecer óbvias tais conclusões, mas esta pesquisa pode ainda revelar muitas outras faces dos processos evolutivos da espécie humana, particularmente, no que se refere aos avanços da comunicação globalizada.
Energia, o que será do futuro?
Um dos maiores desafios das sociedades modernas continua sendo a relação entre consumo de energia no sentido mais amplo da palavra e os impactos deste consumo sobre as condições ambientais nas quais se encontra o Planeta. Muitas questões precisam ser debatidas para serem respondidas com certa eficiência. Algumas destas perguntas podemos elencar: Como consertar o clima? Como estabelecer um plano para manter o carbono atmosférico sob controle? O que fazer com o uso do carvão mineral para fins energéticos? Como utilizar seguramente a energia nuclear? Já chegou a hora das energias renováveis assumirem de fato seus papéis? O Brasil é mesmo a bola da vez em relação aos biocombustíveis? Qual é o tempo de vida útil do álcool brasileiro? O hidrogênio será acessível a todos? Qual é o plano B para a energia no Brasil e no mundo? Quais são os verdadeiros desafios para o futuro?
Arriscaria fazer aqui breves comentários sobre os questionamentos acima: para manter as emissões de carbono em níveis seguros durante as próximas décadas, será necessário vencer desafios e mudarmos de atitude, com relação ao uso dos vários tipos de energia; serão necessários vários programas, mais realistas, que disponham de tecnologias consolidadas já existentes e uma alocação inteligente de recursos energéticos para lidar com os gases do efeito estufa; o carvão é uma fonte energética conveniente, mas muito poluente e certamente não terá seu uso garantido por muito mais tempo; usinas nucleares mais eficientes e processamentos de urânio melhores e mais seguros serão necessários no futuro. A energia nuclear se beneficia de novas tecnologias mais eficientes, e pode contribuir para evitar as mudanças climáticas; energias alternativas como as células solares, turbinas eólicas e biocombustíveis apresentam custos decrescentes e já competem com fontes energéticas tradicionais; o combustível feito à base de grãos, adicionado na proporção de 2% ao óleo diesel a partir deste ano, aliviará a demanda por petróleo; com sua experiência, o Brasil pode se beneficiar da nova onda de interesse no álcool etílico, um dos biocombustíveis mais promissores; a transição para veículos com células a combustível de hidrogênio






