Gerascofobia: o medo de envelhecer

Em: 26 de fevereiro de 2015
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Vivemos em uma sociedade onde as pessoas tem se preocupado mais com sua aparência física, essa é uma preocupação que existe desde a idade antiga, onde óleos aromáticos, banhos com ervas, massagens para o corpo, eram utilizados, acreditando que a pele ficaria mais jovem, havia todo um ritual estético e mesmo com o passar dos anos, isso continua. Atualmente equipamentos modernos, de última geração ganham espaço nas clínicas de estética. Sendo um mercado em constante crescimento.
É comum cuidar da pele, do cabelo, das rugas, vestir-se bem, mas precisamos analisar até que ponto isso está sendo encarado de forma natural. Você já parou para pensar no processo de envelhecer? Sentiu medo? Do que você tem medo? Como encarar esse processo de forma saudável? Enfim, com certeza você já fez uma dessas perguntas para si mesmo! Afinal envelhecer é um processo inevitável, nascemos, crescemos, vamos adquirindo experiências, conhecimento e com o passar dos anos o nosso corpo vai sofrendo várias modificações, é natural, faz parte do ciclo vital.
Porém existem pessoas que adquirem um medo irracional de envelhecer conhecidos como gerascofóbicos. Uma pessoa com essa fobia não consegue vivenciar esse ciclo de forma natural, é extremamente perturbador, acompanhada de uma grande ansiedade, medo, angustia e pensamentos negativos. E o que era para ser vivido de forma natural torna-se um pânico. Afeta homens e mulheres acima de 40 anos. E essa estreita relação entre a fobia, medo e a negação é o que caracteriza a gerascofobia.
O sentimento de negação é uma característica muito comum nestes casos, o indivíduo nunca diz a idade real, tem pavor de ser chamado de tio ou avô, e costuma se relacionar sempre com pessoas mais jovens, muitas vezes adquirindo um comportamento adolescente, como não podem parar o relógio, vivem enganando-se a fim de reduzir suas angustias e ansiedades.
É um problema que afeta o convívio social, familiar e profissional e precisa ser encarado com seriedade, onde é necessário acompanhamento psicológico ou psiquiátrico dependendo do estágio.
É fundamental a família ou pessoas próximas aos gerascofóbicos ficarem atentos a alguns desses sintomas, para reforçar a busca por um especialista. Porque o indivíduo está fora de sua realidade, e não percebe o quanto isso está afetando sua vida social, familiar, profissional e afetiva. E em alguns casos, percebe-se compras abusivas de objetos que não combinam com a fase em que se encontram, chegando a ser criticado por este comportamento. Caracterizado como “comportamento adolescente”.

Por Dentro

Sintomas:

. Depressão
. Ataques de pânico
. Estagnação Pessoal
. Obsessões
. Tremores
. Taquicardia
. Falta de ar

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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