GM pede autorização da matriz para investir mais US$ 1 bi no Brasil

Em: 22 de dezembro de 2008
A General Motors do Brasil pediu à matriz americana autorização para investir mais US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,36 bilhões) no país
A General Motors do Brasil pediu à matriz americana autorização para investir mais US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,36 bilhões) no país

A General Motors do Brasil pediu à matriz americana autorização para investir mais US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,36 bilhões) no país. Outros US$ 1 bilhão já estão sendo aplicados no desenvolvimento e lançamento de dois modelos em 2011, que serão fabricados em São José dos Campos (SP).
Reafirmada na quinta-feira, 18, pelo vice-presidente da montadora no Brasil, José Carlos Pinheiro Neto, a intenção de investir no mercado nacional não depende da situação da matriz da GM (General Motors) –que necessita de aportes do governo para se manter funcionando em 2009. Segundo o executivo, tais recursos são gerados pela operação brasileira, mas seu uso precisa ser aprovado na sede.
“Hoje, não mandamos mais dinheiro à matriz. O que foi enviado a partir de 2006 aos Estados Unidos foi um retorno do aplicado aqui. Afinal, eles são os donos”, explicou o executivo, antes de participar da formatura do projeto de qualificação profissional Foco, promovido pela GM em Gravataí.
Pinheiro Neto classificou de excepcional o resultado do corte no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), em vigor desde o dia 13. No feirão do último final de semana foram vendidos 771 carros em Porto Alegre –o recorde era 540. Salientou, porém, que não há garantia de emprego. “Quem assegura emprego é o mercado. Hoje, não há condição técnica de dizer como vai ser o ano que vem”. Os funcionários da GM em Gravataí estão em férias coletivas até 4 de janeiro. No mercado nacional, devem ser vendidos cerca de 2,5 milhões em 2009. Mas, para o executivo da GM, ainda é muito difícil prever o futuro –especialmente após o fim do prazo para o IPI reduzido, em 31 de março.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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