Desde a última segunda-feira, Spitzer vinha enfrentando pressão para renunciar após uma reportagem do “New York Times” publicada na última segunda-feira informar que ele era cliente de uma rede de prostituição de luxo. Segundo o jornal, autoridades americanas que investigavam a rede de prostituição gravaram uma conversa de Spitzer em Washington ao contratar os serviços de uma garota de programa.
Logo após estourar o escândalo, Spitzer pediu desculpas a sua família e ao povo de Nova York por ter violado suas “obrigações familiares”, mas não citou o caso. Spitzer não confirmou nem negou a reportagem.
No discurso, o governa-dor, 48, casado há 21 anos e pai de três filhas, não falou sobre renunciar, mas disse acreditar que “a política a longo prazo não é sobre indivíduos, mas sobre idéias”.
Ontem, o líder da minoria republicana na assembléia estadual, James Tedisco, ameaçou pedir impeachment de Spitzer caso ele não renunciasse em 48 horas. “Se ele não renunciar dentro de 24 ou 48 horas, nós prepararemos um pedido de impeachment para afastá-lo. Precisamos de alguém que nos dirija, e Eliot Spitzer atualmente é incapaz de fazê-lo”, disse Tedisco em entrevista à rede de TV americana CNN.
Encontro em hotel de luxo em Washington
“Não queremos desculpas. Não se trata de política, mas de seguir adiante com o governo, fazendo o correto, aprovando legislações e colocando fim a este circo”, afirmou Tedisco. O líder da minoria republicana na assembléia disse ainda que a iniciativa de Spitzer de reforma do governo “perde toda a validade se ele estiver envolvido em algo ilegal como isso”.
Segundo a reportagem do “New York Times”, que cita uma fonte não identificada, Spitzer teria marcado um encontro com uma acompanhante de luxo em um hotel de Washington há cerca de um mês. As autoridades que investigavam a rede de prostituição gravaram a ligação telefônica de um homem, identificado como “cliente 9”, que confirmava um encontro com “uma mulher em sua viagem de Nova York a Washington, onde re-servou um quarto”, segundo o jornal. “As fontes identificaram Spitzer como o cliente 9”, acrescenta o “New York Times”, que afirma ainda que o governador de Nova York sabia desde sexta-feira passada que seu nome estava envolvido no caso, pois as autoridades federais entraram em contato com ele.
“O homem descrito como Cliente 9 nos documentos do julgamento fez um programa com uma prostituta que fazia parte da rede Emperors Club VIP, na noite de 13 de feve-reiro”, indica.
“Spitzer viajou para Washington nesta tarde”, acrescenta o jornal, que menciona como fonte uma das pessoas do gabinete do governador encarregada de organizar suas viagens. O site Emperors Club VIP mostra fotos dos corpos das prostitutas, com seus rostos escondidos, e os preços por hora de cada uma, dependendo de sua avaliação que vai de um a sete diamantes.







