Governo adia aumento de impostos

Em: 24 de setembro de 2013
Medida resultaria em maior competitividade para fábricas do setor instaladas no PIM
Medida resultaria em maior competitividade para fábricas do setor instaladas no PIM

Após ouvir reclamações de empresários do setor de bebidas, o Ministro da Fazenda Guido Mantega, anunciou nesta segunda-feira (23) que o governo federal decidiu adiar um aumento da carga tributária sobre o setor de bebidas frias (cervejas, refrigerantes e águas) que estava previsto para outubro. A medida aumentaria, indiretamente, a competitividade das empresas instaladas na ZFM (Zona Franca de Manaus ), uma vez que o modelo conta com isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e do PIS/Cofins, tributos que seriam reajustados em outubro.
Segundo publicação “Perfil Empresarial”, da Suframa, além da Recofarma, o PIM (Polo Industrial de Manaus) conta com outras 28 empresas de bebidas que produzem “preparações para elaboracão de bebidas”, o principal produto de exportação do Amazonas, com participação de 25,73% do total das vendas realizadas pelo Estado em agosto, e US$ 174,8 milhões movimentados.
No ano passado, o setor de bebidas teve um faturamento total de R$ 675,6 milhões no PIM, o que corresponde 0,91% do faturamento total. Até julho de 2013, os números chegam a R$ 324,3 milhões.
No encontro com Mantega, que aconteceu na última sexta-feira (20) em São Paulo, empresários de outras regiões pediram o adiamento alegando que poderia haver um prejuízo para as empresas e para a geração de empregos caso o aumento do IPI e do PIS/Cofins ocorresse este ano. Ainda não foi definida a data do reajuste.
“Em outubro de 2012, o governo havia decidido que haveria um reajuste anual na tributação de bebidas frias. Mas diversas variáveis são levadas em consideração para que essa decisão seja tomada. A geração de emprego é uma delas. O setor colocou as dificuldades que vem enfrentando no momento e, por essa razão, o gabinete do ministro decidiu postergar a decisão de reajuste”, informou ontem o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Nunes.
“Simulações foram submetidas ao ministro [pela Receita Federal] e ele decidiu pela linha do adiamento. A decisão do ministro é de colocar para o ano que vem”, afirmou.
Segundo Nunes, é “provável” que um novo decreto regulando os reajustes de impostos no setor tenha de ser editado diante da decisão de adiar o aumento.
Com isso, ficam temporariamente congeladas as alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS e Confis para o setor. O adiamento do reajuste, pode influenciar a competitividade das empresas de bebidas instaladas em Manaus. Com o incentivo fiscal de que gozam, o prometido aumento nas alíquotas do IPI, PIS e Cofins em outros Estados tornaria o Amazonas ainda mais vantajoso para as indústrias interessadas em se instalar na Zona Franca.

Setor é o que mais exporta

O setor de bebidas foi o campeão em exportações no mês de agosto, segundo dados doMdic ( Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) divulgados na semana passada. De acordo com os números do Mdic, a Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. foi a empresa do PIM que mais vendeu ao exterior no mês de agosto, sendo responsável por 25,84% de todas as exportações do Estado e teve participação de mais de US$ 175 milhões em vendas. A empresa apresentou, em 2013, crescimento de 58,66% na participação em exportações do Amazonas, em relação a 2012.
Na semana passada, o Grupo Simões anunciou a assinatura de um termo de cooperação firmado entre a Coca-Cola do Brasil e o governo do Estado para a produção do néctar Del Valle Reserva Açaí+Banana, lançamento da marca que será produzido em Manaus e vendido em todo o país.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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