Aos poucos o Programa Zona Franca Verde está resgatando atividades que muito representaram para a economia do Estado. É o caso do extrativismo da borracha que está ressuscitando não com o vigor econômico que teve no século passado, mas com alguns diferenciais estimulantes ao retorno dos trabalhadores aos seringais. No último final de semana, o governo do estado, por meio da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), pagou a 80 extratores da comunidade do Paraná da Serpa, em Itacoatiara, a subvenção que em 2007, chegou a um total de R$ R$ 438,447 mil, o equivalente a safra de 625 toneladas de todo o estado.
A implantação do programa estadual da subvenção elevou a produção da borracha em 12 municípios sendo Boca do Acre, Manicoré e Lábrea os líderes na extração do látex. Com os inventivos do governo, os soldados da borracha estão se organizando em associações e hoje já são 14 entidades com cerca de 1.500 pessoas beneficiadas com o programa. Só em Lábrea e Canutama, no Purus, tem três associações, Manicoré que produziu 230 toneladas, tem 5 associações e Boca do Acre, 2 associações que exploram seringais nativos e cultivados.
Livres da figura do temível coronel de barranco e explorando seus próprios seringais, os extratores ou soldados da borracha como ficaram conhecidos, ainda trabalham com dificuldades mas hoje se dão ao luxo de pegar no dinheiro fruto da venda de sua produção e até usufruir dele. É o caso da D. Antônia Leal, de Itacoatiara onde foi realizada a primeira ação da subvenção da borracha. Aos 60 anos e mãe de 11 filhos, D. Antônia divide com o irmão, o corte em 602 árvores – mãe de leite. “Pra nós foi muito bom, porque é o nosso lucro. Esperamos que este ano seja melhor porque no meu terreno tem mais de 2 mil pés de seringueiras”, disse se referindo ao benefício pago pelos representantes da ADS.
O presidente da Associação dos Produtores e Criadores de Itacoatiara, Adolfo Marques Saunier, 50, disse que o potencial nativo na zona rural do município é muito grande. Com o cumprimento do governo que pagou os subsídios como havia prometido, o número de associados deve aumentar, acredita Adolfo. Segundo ele, a atividade estava parada e ninguém mais acreditava na retomada da produção.
“Agora, com o pagamento já liberado tem produtores de Urucurituba, Itapiranga e outras comunidades interessadas em associar-se aqui. Isso é bom porque vai aumentar a produção e gerar mais renda para nós”, disse Adolfo.







