Governo de São Paulo firma parceria com lojistas para diminuir ICMS

Em: 30 de março de 2011
Durante o encontro, Alckmin firmou parceria com a Fecomércio para reduzir o ICMS cobrado do comércio varejista
Durante o encontro, Alckmin firmou parceria com a Fecomércio para reduzir o ICMS cobrado do comércio varejista

A extensão ao varejo da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) concedida à indústria com o objetivo de reduzir o preço de bens de consumo, a tentativa do governo federal de retomar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), as oportunidades de desenvolvimento do Estado a partir da exploração do petróleo na camada pré-sal e incentivos às micro e pequenas empresas foram os temas debatidos pelo governador Geraldo Alckmin, nesta semana, no seu encontro com o presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Abram Szajman e com os presidentes dos 152 sindicatos filiados à entidade.
Durante o encontro, Alckmin firmou parceria com a Fecomércio para reduzir o ICMS cobrado do comércio varejista. A ação que visa reduzir os preços dos produtos para o consumidor final terá início com a formulação de um estudo, realizado pela Fecomércio, sobre os impactos da medida na economia do Estado. A medida também vai ao encontro dos planos do Governo de São Paulo para impedir que empresas deixem o estado devido à guerra cambial com outras unidades da federação, a exemplo do que foi feito com o setor industrial, que teve o ICMS de diversos produtos reduzidos de 18% para 12%. Segundo Alckmin, esse tipo de parceria tem que se tornar recorrente para “aproveitar ao máximo as oportunidades de desenvolvimento do país”.
Quanto a CPMF, que a União ameaça reestabelecer, desta vez com o nome de CSS (Contribuição Social para a Saúde), Alckmin demonstrou sensibilidade para uma realidade que a Fecomércio, há muito, vem denunciando. “Sou totalmente contra, a carga tributária tem que ser reduzida e não aumentada”, asseverou. O governador apontou que realmente faltam recursos para a saúde, mas que o problema não é falto de arrecadação. “O Brasil tem uma alta carga tributária, o que falta é uma gestão dos recursos existentes”, opinou.

Oportunidades do pré-sal

Já no campo de oportunidades, Alckmin apontou que o Estado de São Paulo deverá participar diretamente do desenvolvimento das operações de exploração do petróleo na camada do pré-sal, e afirmou que haverá boas oportunidades de investimento, principalmente para o setor de serviços. “A Petrobras deverá gerar 8.000 empregos diretos em Santos, ou seja, é uma grande chance para a área de serviços”, assinalou. Instigado pela Fecomércio, Alckmin ainda assumiu o compromisso de se reunir com os prefeitos dos municípios paulistas para debater a redução do ISS (Imposto Sobre Serviços), uma forma de estimular o desenvolvimento do setor. “O empresário também pode contar com as linhas de crédito do Investe São Paulo e do Nossa Caixa Desenvolvimento”, concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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