Governo dos EUA nega ajuda e CIT pode recorrer a concordata

Em: 17 de julho de 2009
O grupo de serviços financeiros americano CIT Group informou quinta-feira que “não há nenhuma possibilidade considerável’’ de que possa receber novo apoio do governo no futuro próximo
O grupo de serviços financeiros americano CIT Group informou quinta-feira que “não há nenhuma possibilidade considerável’’ de que possa receber novo apoio do governo no futuro próximo

O grupo de serviços financeiros americano CIT Group informou quinta-feira que “não há nenhuma possibilidade considerável’’ de que possa receber novo apoio do governo no futuro próximo. Desde segunda-feira a instituição vinha negociando com o governo uma ajuda para não quebrar.
O CIT tem quase um milhão de clientes entre as pequenas e médias empresas nos Estados Unidos. Segundo fontes do CIT ouvidos pelo diário financeiro americano “The Wall Street Journal’’ (“WSJ’’), a empresa deu 24 horas (a contar da noite de ontem) a seus detentores de títulos para decidirem se vão ajudar, com ao menos US$ 2 bilhões, sob o risco de ter de pedir proteção sob o capítulo 11 da Lei de Falências americana – o equivalente à concordata ou à recuperação judicial no Brasil.
Em um comunicado divulgado na quarta-feira, após o fechamento dos mercados financeiros, o CIT informou que “avalia as alternativas’’.
O FED (Federal Reserve, o BC americano) submeteu o CIT a um teste como os “testes de estresse’’ a que outras instituições financeiras americanas foram submetidas nos últimos meses, e avaliou que o grupo financeiro precisaria de US$ 4 bilhões para cobrir suas perdas sob condições econômicas mais fracas, diz o “Wall Street Journal’’.
Representantes do governo sugeriram que a empresa poderia receber um empréstimo-ponte (financiamento emergencial utilizado antes de uma outra transação) se conseguisse convencer as autoridades de que tem um plano sólido de reestruturação.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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