O Congresso dos Estados Unidos e a Casa Branca che-garam na quinta-feira a um acordo preliminar sobre o pacote de alívio fiscal para estimular a economia norte-americana e evitar uma recessão no país. O plano, que teve suas linhas gerais anunciadas na semana passada por George Bush, é esperado com ansiedade pelos mercados mundiais, que enfrentam fortes oscilações nas últimas semanas pelo temor de crise na maior economia do planeta.
Bush pediu ao Congresso, onde a maioria é democrata -oposição a Bush, que é republicano-, que aprovasse um pacote de isenção fiscal de cerca de 1% do PIB do país (segundo dados recentes, isso representaria cerca de US$ 145 bilhões).
Programa próximo da conclusão
O acordo incluirá restitui-ções entre US$ 300 e US$ 1.200 e cortes de impostos. O objetivo é que a economia reverta o atual ritmo de desaceleração e o consumo das pessoas, principal pilar da economia dos EUA, volte a crescer.
Abatimentos de impostos para empresas que fizerem investimentos também devem ser incluídos no pacote, mas os detalhes ainda não foram divulgados.
Segundo fontes do Congresso ouvidas pela agência de notícias Associated Press, a presidente da Casa dos Re-presentantes, Nancy Pelosi (democrata), e o líder dos republicanos na Casa, John Boehner, chegaram a um acordo prévio por telefone.
A Casa Branca informou que o pacote ainda não foi finalizado. “No nosso entendimento ainda não há um acordo final, mas estamos fazendo progresso”, disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino -mais cedo, ela afirmou que o pacote poderia ser finalizado nesta semana.
Nancy Pelosi concordou em abandonar a proposta de aumentos em duas fren-tes defendidos até então pelos democratas: no programa “Food Stamp”, de distribuição de vales que poderiam ser trocados por comida nos EUA, e nos benefícios para desempregados.







