Governo e democratas fecham acordo sobre plano de resgate

Em: 11 de dezembro de 2008
Negociadores da Casa Branca e congressistas democratas chegaram a um acordo na noite de terça-feira para aprovar o plano de resgate de US$ 15 bilhões para as três grandes montadoras enfrentarem a crise financeira
Negociadores da Casa Branca e congressistas democratas chegaram a um acordo na noite de terça-feira para aprovar o plano de resgate de US$ 15 bilhões para as três grandes montadoras enfrentarem a crise financeira

Negociadores da Casa Branca e congressistas democratas chegaram a um acordo na noite de terça-feira para aprovar o plano de resgate de US$ 15 bilhões para as três grandes montadoras enfrentarem a crise financeira. Assessores do governo e do Partido Democrata declararam que ainda há alguns pontos em aberto, mas não definiram quais seriam os impasses.
Os pontos principais do plano de resgate foram aceitos e os políticos esperavam votá-lo ontem. Com isso, as fabricantes General Motors, Ford e Chrysler devem receber em poucos dias empréstimos do governo em troca da participação nas empresas. Congressistas e a Casa Branca liberaram somente parte dos US$ 34 bilhões pedidos pelas companhias para reestruturação.
Entre os principais pontos que ainda faltam ser definidos estão a criação de uma autoridade responsável por controlar os fundos e acompanhar a reforma do setor e a garantia de viabilidade das empresas para o acesso aos recursos.
O senador democrata por Michigan, Carl Levin, confirmou que o Congresso visa à criação de um cargo equivalente ao de um “czar do automóvel”, que teria a função de vigiar a reestruturação do setor de uma posição independente. O cargo estaria subordinado ao departamento de Comércio, deverá assegurar que “as condições de uso do dinheiro sejam respeitadas, que tenha uma autêntica vigilância e que de tudo isso sairá uma indústria mais reduzida e mais verde”, disse.
Além disso, a Casa Branca e os republicanos querem que só recebam ajuda as empresas que comprovarem viabilidade a longo prazo. GM, Ford e Chrysler terão até 31 de março de 2009 para provar que conseguirão se manter em meio às quedas nas vendas do setor e à derrubada da produção.

Bronca de Obama

As montadoras se comprometeram a promover reestruturações para receber os aportes bilionários. Mesmo assim, o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, criticou duramente as administrações das empresas nesta semana.
“Devemos ter uma indústria automotiva que compreenda que não pode continuar trabalhando da mesma maneira”, afirmou Obama durante uma coletiva de imprensa em Chicago. “Se os diretores atualmente em função não entenderem a emergência da situação e não quiserem fazer escolhas difíceis e se adaptar às novas circunstâncias, então deverão se afastar”.
Para ele, quebrar não é uma opção. “Eu não acho que é uma opção simplesmente deixar que entre em colapso”, disse. “O que nós temos que fazer é dar ao setor assistência, mas essa assistência é condicionada a significativos ajustes. Eles terão que reestruturar (o setor)”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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