Governo espera crescer até 8,5% no 1º trimestre

Em: 13 de maio de 2010
A variação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro nos três primeiros meses ficará entre 7,5% e 8,5%, estimou o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, hoje
A variação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro nos três primeiros meses ficará entre 7,5% e 8,5%, estimou o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, hoje

A variação do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro nos três primeiros meses ficará entre 7,5% e 8,5%, estimou o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, hoje.
Segundo ele, o crescimento do trimestre ainda reflete a influência dos incentivos fiscais em curso desde o ano passado.
A tendência de crescimento deve perder intensidade nos próximos meses. Barbosa identificou uma desaceleração nos gastos das famílias em abril.
Os dados servem de base para o cálculo da próxima previsão oficial de crescimento do Brasil neste ano.
De acordo com o secretário, o ministério da Fazenda vai fechar o intervalo de 5,5% a 6% para o PIB e não mais até 6,5% como havia anunciado antes.
O número oficial da previsão será divulgado em decreto no próximo dia 20. Apesar disso, o secretário aponta que uma conta mais precisa só será possível depois da divulgação do PIB pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em junho.
Barbosa considerou exageradas as previsões de mercado acima de 6%. “É exagerado porque o primeiro trimestre tinha todos os incentivos e o aumento do funcionalismo.
Continuaremos crescendo com uma taxa mais desacelerada’’, aponta.
O secretário defendeu a necessidade de um esforço para incentivar maior participação da iniciativa privada nos financiamentos de longo prazo.
As medidas, segundo ele, buscam aliviar o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico) no volume de créditos de longo prazo para investimento.
Barbosa confirmou que o governo estuda uma redução da carga para as operações de financiamento de prazo mais longo. Ele ressaltou, no entanto, que a medida só é possível a médio e longo prazo e não seria viável para este ano.
Apesar de esperar uma perda de intensidade da economia nos próximos meses, por conta da volta dos tributos fiscais, o governo brasileiro aposta na manutenção do consumo brasileiro, por meio da manutenção da taxa de inflação e juros. De qualquer forma, o governo garantiu que manterá a política econômica voltada para melhores condições de mercado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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