Depois do acirramento dos conflitos na reserva Raposa/Serra do Sol (RR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que o governo federal vai aumentar o número de postos militares nas áreas fronteiriças da Amazônia. A orientação de Lula foi transmitida aos ministros Tarso Genro (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa) para que ambos definam os números e os detalhes do texto do decreto a ser editado.
Tarso disse que os detalhes do decreto ainda não foram definidos, mas que nos próximos dias ele e Jobim fecharão os números. O ministro negou que a decisão tenha sido provocada pela pressão das Forças Armadas, especialmente do Exército -após as críticas do comandante militar na Amazônia, general Augusto Heleno, que condenou a política indigenista do governo federal.
“Eu e o ministro Jobim vamos trabalhar para apresentar ao presidente Lula um decreto para a instalação de mais postos militares na Amazônia. Vamos constituir um programa de aumento desses postos”, afirmou Tarso, depois de se reunir com Lula, Jobim e o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Márcio Meira, no Palácio do Planalto.
Após a decisão dos índios de deixar a fazenda Depósito, na reserva Raposa/Serra do Sol, na tarde de hoje -onde estava desde segunda-feira-, Tarso optou por negar que tenha ocorrido nos últimos dias um agravamento dos conflitos na região. Segundo ele, a tendência é de “distensão”.
Tarso afirmou também que os homens da PF (Polícia Federal) e da FNS (Força Nacional de Segurança) estão orientados a executar a operação de desarmamento na reserva. De acordo com o ministro, aquele que for flagrado com arma, sem ter o porte legal, será preso.
Otimista, o ministro disse que está convencido que após o julgamento das ações envolvendo Raposa/Serra do Sol (RR), será possível encerra o impasse na região. “Estou convencido de que vai ser cumprido. Todos nós vamos seguir a orientação do STF. Esta é uma posição de Estado”, disse ele.
Governo federal aumenta número de postos militares nas áreas de fronteiras
Em: 7 de maio de 2008
Ministro nega que a decisão tenha sido provocada pela pressão das Forças Armadas, após as críticas do comandante militar na Amazônia, general Augusto Heleno.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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