O programa de subvenção econômica da borracha, criada pelo governo do Estado para estimular o seringueiro, rendeu aos extratores do látex em torno de R$ 450 mil sobre a safra de 600 toneladas em 2007.
No último final de semana, o presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), Valdelino Cavalcante, cumpriu uma maratona de visitas aos municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Canutama, os maiores produtores da calha do Purus, fazendo o pagamento da subvenção referente à safra do ano passado. Só nesses quatro municípios os seringueiros receberam R$ 250 mil líquidos.
Municípios produtores
Dos quatro municípios produtores, dois deles –Pauini e Canutama–, aderiram ao programa de subvenção. Eles vão pagar a partir deste ano, R$ 0,30 centavos em cima dos R$ 0,70 centavos já pagos pelo governo estadual. Com a subvenção municipal que as duas prefeituras vão pagar a partir deste ano, o valor dos subsídios nesses dois municípios chega a R$ 1 o quilo. “Torcemos para que essas duas prefeituras sirvam de exemplo para as demais”, disse Valdelino Cavalcante.
Construção de galpão está garantida
Ao lado do deputado Adjuto Afonso, representante da região como filho de Pauini, Valdelino Cavalcante, presidente da ADS, reafirmou a construção de um galpão onde a borracha será prensada e armazenada, beneficiando os produtores da região. Em Boca do Acre –município dono do maior rebanho bovino do Estado com 260 mil cabeças–, além da borracha produzida em larga escala também é um dos fortes produtores da castanha-da-amazônia, um dos itens que compõem a merenda escolar.
No município de Lábrea, a safra da borracha no ano passado rendeu R$ 84 mil aos seringueiros. O município cresce também como pólo moveleiro do Purus. No ano passado foi de lá a produção de mais de 7 mil carteiras escolares das 60 mil unidades compradas pelas Seduc (Secretaria de Educação do Estado).
Para este ano, a expectativa de demanda é de 90 mil unidades, informou o presidente em reunião com os moveleiros.
Feijão de praia reforça merenda escolar
Além dos investimentos anunciados para beneficiar o seringueiro e a produção da castanha, foi identificado também o crescimento de outras culturas no vale do Purus. Entre elas, a plantação da mandioca está alavancando a produção da farinha e do feijão de praia. O presidente da Agência, Valdelino Cavalcante garantiu que o feijão vai reforçar o Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar).
Só em Pauini e Canutama a safra de grãos deve chegar este ano em torno de 700 toneladas, apostam os agricultores. Segundo o presidente da ADS, –agência responsável pela comercialização dos produtos incentivados pelo Programa Zona Franca Verde–, a intenção é fazer com que o alimento atenda a demanda das escolas dos municípios produtores, dos municípios vizinhos e o restante segue para Manaus para complementar o cardápio das secretarias de educação parceiras do Preme.
Mercado consumidor
O programa criado em 2004, funciona como elo entre o produtor e o mercado consumidor. A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, através do Preme, compra a safra dos produtores organizados em associações e cooperativas, em seguida, fornece para a Seduc e a Semed (Secretarias de Educação do Estado do Município de Manaus), onde os itens são consumidos na merenda escolar.
A qualidade dos produtos vem abrindo mercado e atraindo parceiros importantes como o Exército Brasileiro que, a partir deste ano, também adotará os produtos regionais no cardápio das unidades militares em Manaus.







