Governo paga R$ 250 mil de subvenção da borracha do Purus

Em: 22 de janeiro de 2008
No último final de semana, o presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do­ Amazonas), Valdelino­ Cavalcante, cumpriu uma maratona de visitas
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No último final de semana, o presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do­ Amazonas), Valdelino­ Cavalcante, cumpriu uma maratona de visitas

O programa de subvenção econômica da borracha, criada pelo governo do Estado para estimular o seringueiro, rendeu aos extratores do látex em torno de R$ 450 mil sobre a safra de 600 toneladas em 2007.

No último final de semana, o presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do­ Amazonas), Valdelino­ Cavalcante, cumpriu uma maratona de visitas aos municípios de Boca do Acre, Pauini, Lábrea e Canutama, os maiores pro­dutores da calha do Purus,­ fazendo o pagamento da subvenção referente à sa­fra do ano passado. Só nes­ses quatro municípios os seringueiros receberam R$ 250 mil líquidos.

Municípios produtores

Dos quatro municípios produtores, dois deles –Pauini e Canutama–, ade­riram ao programa de­ subvenção. Eles vão pa­gar a partir deste ano, R$ 0,30 centavos em cima dos R$ 0,70 centavos já pagos pelo governo esta­dual. Com a subvenção municipal que as duas prefeituras vão pagar a partir deste ano, o valor dos subsídios nesses dois municípios chega a R$ 1 o quilo. “Torcemos para que essas duas prefeituras sirvam de exemplo para as demais”, disse Valdelino Cavalcante.

Construção de galpão está garantida

Ao lado do deputa­do Adjuto Afonso, re­pre­­­­­­s­en­­tante da região como fi­lho de Pauini, Val­de­lino Cavalcante, presidente da ADS, reafirmou a construção de um galpão onde a borracha será prensada e armazenada, beneficiando os produtores da região. Em Boca do Acre –município dono do maior rebanho bovino do Es­ta­do com 260 mil cabe­ças–, além da borracha produzida em larga escala também é um dos fortes produtores da castanha-da-amazônia, um dos itens que compõem a merenda escolar.

No município de Lá­brea, a safra da bor­ra­cha­ no ano passado ren­deu R$ 84 mil aos seringueiros. O município cresce tam­bém como pólo moveleiro do Purus. No ano passado foi de lá a produção de mais de 7 mil carteiras escolares das 60 mil unidades compradas pelas Seduc (Secretaria de Educação do Estado).

Para este ano, a expectativa de demanda é de 90 mil unidades, informou o presidente em reunião com os moveleiros.

Feijão de praia reforça merenda escolar

Além dos investimentos anunciados para bene­ficiar o seringueiro e a produção da castanha, foi identificado também o crescimento de outras culturas no vale do Purus. Entre elas, a plantação da mandioca está alavancando a produção da farinha e do feijão de praia. O presidente da Agência, Valdelino Cavalcante ga­rantiu que o feijão vai re­­forçar o Preme (Progra­ma de Regionalização da Merenda Escolar).

Só em Pauini e Canu­tama a safra de grãos deve chegar este ano em torno de 700 toneladas, apostam os agricultores. Segundo o presidente da ADS, –agência responsável pela comercialização dos produtos incentivados pelo Programa Zona Franca Verde–, a intenção é fazer com que o alimento atenda a demanda das escolas dos municípios produtores, dos municípios vizinhos e o restante segue para Manaus para complemen­tar o cardápio das se­cre­tarias de educação parceiras do Preme.

Mercado consumidor

O programa criado em 2004, funciona como elo entre o produtor e o mercado consumidor. A Agência de Desenvolvimento Sustentável do­ Amazonas, através do Preme, compra a safra dos produtores organizados em associações e cooperativas, em seguida, fornece para a Seduc e a Semed (Secretarias de Educação do Estado do Município de Manaus), onde os itens são consumidos na merenda escolar.

A qualidade dos produtos vem abrindo mercado e atraindo parceiros importantes como o Exército Brasileiro que, a partir deste ano, também ado­tará os produtos regionais no cardápio das unidades militares em Manaus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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