O ministro de Relações Internacionais do Paraguai, Rubén Ramírez, disse na sexta-feira que o governo empreendeu trâmites no Congresso para que o Senado aprove a adesão plena da Venezuela ao Mercosul no reinício do período de sessões, em março de 2008.
“Tive oportunidade de falar com vários senadores para que tenhamos uma resposta do Congresso nacional sobre a plena adesão da Venezuela e isso vai ser tratado como ponto prioritário da agenda parlamentar”, afirmou Ramírez.
O processo de adesão da Venezuela ao bloco deveria ser completado em sete anos com a adequação de sua normativa comercial, mas no político ainda requer a aprovação dos Congressos do Brasil e do Paraguai, depois que os da Argentina e do Uruguai já o fizeram.
O atraso na análise parlamentar desse protocolo gerou reiteradas críticas por parte do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que ameaçou inclusive retirar o pedido –o que motivou a rejeição dos senadores paraguaios da oposição, que controlam a Câmara Alta. Ramírez disse que, “independentemente da discussão política” da adesão plena da Venezuela, “se está avançando no âmbito técnico nas negociações”.
Entrada só em 2008
A Venezuela confirmou o desejo de ingressar no Mercosul em 2008, no momento em que se espera a aprovação do protocolo de adesão venezuelano por parte dos Parlamentos do Brasil e do Paraguai.
Apesar da demora, que pareceu irritar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, que chegou até a ameaçar “preparar a solicitação de retirada do processo”, a reunião de Montevidéu exibiu um complacente presidente venezuelano, que se desfez em elogios ao bloco regional.
“A Venezuela quer vir ao Mercosul para somar nosso modesto potencial ao grande potencial da união do sul, porque do destino do Mercosul depende o destino da América do Sul e por isso é necessário tanto cuidado”, ressaltou Chávez.







