Governo pretende intervir para evitar mais alta no preço do milho

Em: 30 de setembro de 2010
Reflexo do aumento dos preços internacionais do milho por conta da quebra da safra de trigo na Rússia e países da Europa, a alta das cotações domésticas do cereal tem preocupado as integrações de aves e suínos que consomem cerca de 32 milhões de toneladas
Reflexo do aumento dos preços internacionais do milho por conta da quebra da safra de trigo na Rússia e países da Europa, a alta das cotações domésticas do cereal tem preocupado as integrações de aves e suínos que consomem cerca de 32 milhões de toneladas

Depois de intervir para escoar 10,9 milhões de toneladas de milho do mercado – quase todo o volume destinado à exportação – e de ver os preços do produto subirem mais de 30% desde julho em algumas regiões do país, o governo federal estuda fazer leilões para empresas consumidoras de milho. O objetivo é dar uma sinalização de preços ao mercado, evitando explosões de alta.
Reflexo do aumento dos preços internacionais do milho por conta da quebra da safra de trigo na Rússia e países da Europa, a alta das cotações domésticas do cereal tem preocupado as integrações de aves e suínos que consomem cerca de 32 milhões de toneladas de milho por ano como matéria-prima para a ração dos animais.
Caso os preços do milho continuem a subir, o governo fará leilões de VEP (valor de escoamento da produção). Nesse mecanismo, o governo paga aos consumidores que comprovarem a compra do milho dos estoques oficiais uma compensação do frete.
“Se o mercado se estabilizar sozinho e [o preço] começar a cair, não haverá leilão”, explica Sílvio Farnese, diretor de programas da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Os leilões, que ocorreriam a partir de outubro, seriam restritos às regiões onde os consumidores de milho enfrentam dificuldade para comprar, como por exemplo, o Sul do país.
A expectativa de novas altas no mercado tem feito produtores segurarem o milho. “Alguns produtores colocaram na cabeça que o milho pode chegar a R$ 30 [a saca]”, observa Farnese
De acordo com Farnese, a realização dos leilões está sendo discutida com o Ministério da Fazenda. Ele disse que os volumes a serem ofertados ainda não estão definidos. O produto seria negociado a preços de mercado.
Na avaliação do governo, o quadro atual de oferta e demanda de milho não explica as recentes altas do produto.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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