Governo rebate Fiesp e diz: “não há desindustrialização”

Em: 29 de novembro de 2010
“Acho que a Fiesp está errada ao falar em desindustrialização. Não há desindustrialização no país.”
“Acho que a Fiesp está errada ao falar em desindustrialização. Não há desindustrialização no país.”

“Acho que a Fiesp está errada ao falar em desindustrialização. Não há desindustrialização no país.” O comentário foi feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, na sede do BNDES em São Paulo, em referência às críticas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
A entidade vem afirmando, de forma contundente, que o câmbio valorizado e os juros elevados estão provocando uma substancial perda da participação relativa da indústria de transformação no PIB (Produto Interno Bruto), que teria caído de 27% para os atuais 15% do PIB, sem explicar o período que isso ocorreu.
“A Fiesp está defendendo uma determinada parte da indústria paulista que não está sendo capaz de concorrer e, mais que isso, de entregar no prazo encomendas de máquinas e equipamentos da indústria”, disse Jorge.
De acordo com o ministro, ele esteve reunido hoje com um setor industrial que está importando porque não consegue que suas encomendas no mercado brasileiro sejam atendidas.
Na avaliação de Miguel Jorge, os empresários deveriam ampliar a sua capacidade de produção de várias formas, inclusive com aumento de produtividade, inovação tecnológica e adoção de novos processos de produção.
O ministro destacou que, nos últimos quatro anos, o Brasil importou US$ 125 bilhões em máquinas e equipamentos – montante pouco maior que o dobro do registrado entre 2003 e 2006, quando chegou a US$ 60 bilhões.
“Um país que importa US$ 125 bilhões em máquinas e equipamentos, que o desemprego chega a 6,1% e a indústria produz a pleno vapor com resultados trimestrais apontando que nunca tiveram tanta rentabilidade, falar em desindustrialização é um paradoxo”, afirmou Jorge.
O ministro ressaltou 78% das importações do Brasil são compostas de máquinas, equipamentos e insumos.
“Quem importa isso é a indústria e não o agronegócio. Importa para se modernizar”, comentou. Jorge também ressaltou que os investimentos empresariais no Brasil estão indo bem e que agora é um período que indica que eles ainda vão maturar e gerar mais produtividade no médio prazo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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