O governo federal reduziu a previsão de crescimento da economia em 2009 de 2% para 1%. O dado consta do relatório bimestral de reavaliação do Orçamento deste ano.
No final do ano passado, o governo chegou a prever um crescimento de 3,5%. Mas o impacto da crise econômica sobre a economia brasileira foi maior do que o projetado inicialmente na lei orçamentária. Em março, a estimativa já tinha caído para 2%, depois da forte retração do PIB de 3,6% registrada no último trimestre do ano passado.
A estimativa do Orçamento ficou abaixo da previsão feita pelo Banco Central em março, que indica um crescimento da economia de 1,2% em 2009. Esse número é revisado no final de cada trimestre, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação.
Fora do governo, no entanto, as previsões continuam apontando para uma queda no (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país). Os economistas consultados pelo BC na pesquisa semanal Focus, por exemplo, apostam em retração de 0,49%. Já o FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê queda de 1,3%.
Orçamento para 2009
O governo também liberou R$ 9,1 bilhões para
gastos no Orçamento de 2009. Desse total, R$ 6 bilhões serão destinados ao programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. O restante será utilizado para as despesas discricionárias (não-obrigatórias) dos ministérios.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o aumento nas despesas foi possível devido à redução da meta de superávit primário -economia feita para pagar os juros da dívida- da União (governo central) de 2,20% para 1,40% do PIB, o que corresponde a R$ 23,7 bilhões.
Em março, o governo chegou a fazer um contingenciamento de R$ 21,6 bilhões, devido à previsão de queda nas receitas e aumento das despesas. Agora, uma parte desse dinheiro foi liberada.
A liberação não foi total devido à projeção de queda nas receitas de R$ 9,335 bilhões, à elevação na projeção de gastos com benefícios sociais de R$ 3,574 bilhões e ao repasse de R$ 1 bilhão por meio do FPM (Fundo de Participação dos Municípios).







