Grazziotin tem pressa em aprovar punição

Em: 9 de maio de 2011
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciou nesta sexta-feira (6) que vai propor requerimento para que o projeto de lei destinado a criminalizar a discriminação de homossexuais (PLC 122/06) passe a tramitar em regime de urgência
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciou nesta sexta-feira (6) que vai propor requerimento para que o projeto de lei destinado a criminalizar a discriminação de homossexuais (PLC 122/06) passe a tramitar em regime de urgência

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciou nesta sexta-feira (6) que vai propor requerimento para que o projeto de lei destinado a criminalizar a discriminação de homossexuais (PLC 122/06) passe a tramitar em regime de urgência. O comunicado foi feito enquanto a senadora saudava o resultado da votação no STF(Supremo Tribunal Federal), no dia anterior, que garantiu à união homossexual todos os direitos civis das relações heterossexuais.
“Foi um dia histórico em defesa dos direitos da pessoa humana. Agora, precisamos dar novos passos e creio que um dos mais importantes é requerer urgência para o projeto que criminaliza a prática da homofobia”, afirmou.
Antes, Vanessa Gazziotin repercutiu a crítica formulada por ministros do Supremo, de que houve omissão do Congresso em legislar sobre a questão das uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, o que teria feito o tema passar para aquela Corte. Para a senadora, o Congresso tem mesmo dificuldade em enfrentar assuntos polêmicos, porque os parlamentares receiam que suas posições sejam negativamente exploradas nas campanhas eleitorais. Ela salientou, porém, que o Congresso e os parlamentares precisam abandonar esse tipo de posição e enfrentar os problemas.
“Vamos tratar os problemas polêmicos, porque assim vamos educar a sociedade. Assim é que iremos ajudar a formar uma consciência correta no seio da sociedade brasileira”, afirmou.
Vanessa Grazziotin disse que a questão da união civil de pessoas homossexuais vem sendo tratada do ponto de vista religioso e usada de forma “desonesta” nas campanhas. Por isso, conforme observou, os projetos em tramitação não avançam. A decisão do Supremo seria agora o reconhecimento de uma “luta de anos” que todos devem “respeitar e aceitar”, além de reconhecer que as pessoas homossexuais possuem os direitos reclamados. A senadora lembrou a recente ocorrência de agressões cometidas por jovens contra homossexuais que transitavam pela Avenida Paulista. O episódio, em sua avaliação, foi uma manifestação de violência “descabida e inaceitável”. Ela lamentou que, devido às “brechas” na legislação, agressores de homossexuais costumem ficar impunes. Por isso, afirmou considerar importante uma legislação para punir tanto a violência quantos atos de discriminação, nos moldes previstos no PLC 122 de 2006.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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