Greve de ônibus é suspensa após acordo entre Sinetram e rodoviários em Manaus

Em: 22 de maio de 2026
Categoria aceita reajuste de 4,1%, garante manutenção de cobradores e evita paralisação prevista para esta sexta-feira (22).
(Foto: Divulgação)
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A greve do transporte coletivo que estava prevista para acontecer nesta sexta-feira (22), em Manaus, foi suspensa após um acordo firmado entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM).

A negociação foi concluída na noite de quinta-feira (21), durante reunião mediada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), encerrando o impasse entre trabalhadores e empresas do sistema de transporte coletivo da capital.

Pelo acordo, as empresas aceitaram conceder reajuste salarial de 4,1% à categoria. Além disso, ficou definida a manutenção dos cobradores que atualmente atuam no sistema, uma das principais reivindicações apresentadas pelos rodoviários durante a campanha salarial.

Outro ponto negociado prevê aumento na bonificação paga aos motoristas que exercem dupla função — dirigindo e realizando cobrança de passagens. O valor passará de R$ 600 para R$ 800, representando reajuste de 35%.

Segundo o presidente do STTRM, Givancir Oliveira, apesar do percentual ficar abaixo dos 12% inicialmente reivindicados pela categoria, o resultado foi considerado positivo pelo sindicato.

“Não foi o reajuste que queríamos, mas entendemos que saímos vitoriosos na negociação. Conseguimos garantir avanços importantes para os trabalhadores”, afirmou.

O anúncio da greve ocorreu após reunião realizada na quarta-feira (20), quando trabalhadores e representantes patronais não chegaram a consenso sobre o reajuste salarial e demais cláusulas da convenção coletiva.

Mesmo após o indicativo de paralisação, as negociações continuaram ao longo da quinta-feira até a construção do acordo definitivo.

Antes da suspensão da greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) havia determinado a manutenção de 80% da frota em circulação nos horários de pico e 50% nos demais períodos, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento.

A decisão também proibia bloqueios nas garagens das empresas e estabelecia distância mínima de 200 metros entre manifestantes e entradas das concessionárias.

O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, afirmou que o sindicato patronal permaneceu aberto às negociações durante todo o processo.

Segundo ele, havia previsão para continuidade das tratativas até o dia 28 de maio, conforme acordado entre as partes durante reuniões anteriores.

Após o entendimento entre empresas e trabalhadores, o IMMU informou que seguirá acompanhando o funcionamento do sistema e prestando apoio às partes envolvidas para garantir a normalidade do transporte coletivo em Manaus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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