A partir de hoje, pelo menos 1.500 dos três mil bancários amazonenses ficarão de braços cruzados enquanto os bancos não apresentarem uma proposta que atenda a suas reivindicações, de acordo com o diretor da Federação Norte e Nordeste dos Bancários, Rubens Rodrigues.
Depois de rejeitarem o reajuste salarial em 8% proposto pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), os trabalhadores decidiram, em Assembléia realizada nesta segunda (26), paralisar o setor financeiro por tempo indeterminado.
Por meio de nota, a Fenaban manifesta repúdio ao ato, ressaltando que “o calendário de negociações, proposto por escrito pela Contraf –CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), está sendo cumprido”, e que a entidade prossegue com as negociações, sem qualquer impedimento.
“Desde o início, a Fenaban se manteve aberta ao diálogo e apresentou duas propostas econômicas em apenas uma semana. Por isso, a iminente possibilidade de greve é considerada fora de propósito”.
Por outro lado, no portal da Contraf-CUT, o presidente da entidade e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro, argumenta que os trabalhadores apostaram nesse processo de negociação, mas ficaram ‘frustrados’ com a recente proposta, o que resultou na intensificação da greve.
Cordeiro comenta que “os bancos têm todas as condições para apresentar uma proposta decente de reajuste que contemple a valorização do piso, como fizeram no ano passado, quando o salário inicial subiu 16,33%”.
Segundo dados da consultoria Economática, dentre as empresas com ações na Bolsa de Valores, os bancos foram os que mais lucraram no primeiro semestre do ano corrente. Com um lucro líquido de R$ 24,9 bilhões, o estudo aponta que houve um aumento de 19% em comparação a igual período de 2010 (R$ 21 bilhões).
O diretor da Federação Norte e Nordeste dos Bancários comenta que, no primeiro momento, os banqueiros consideraram a hipótese de aumento na ordem de 7,8% e, sem qualquer êxito, elevaram para 8%. No entanto, dentre a reivindicação para reajuste salarial de 12,8%, com base no aumento de 5% mais reposição da inflação, a porcentagem mais aceitável pelos trabalhadores deve ser em torno de 10%. “Se chegar a esta meta, talvez seja aceita”, avaliou Rodrigues.
Dentre as outras demandas da classe, o presidente do Seebam (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Amazonas), Nindberg Barbosa, detalha a maior participação nos lucros, aumento de 20% do número de funcionários, além do fim do assédio moral e das metas abusivas.
Greve dos bancários afeta alguns serviços no Estado
Em: 27 de setembro de 2011
A partir de hoje, pelo menos 1.500 dos três mil bancários amazonenses ficarão de braços cruzados enquanto os bancos não apresentarem uma proposta que atenda a suas reivindicações
Redação
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