Greve dos vigilantes prejudica clientes

Em: 4 de fevereiro de 2013
Depois de causar uma série de transtornos aos clientes das agências bancárias na última sexta-feira (1°), a categoria dos vigilantes dessas instituições promete paralisação completa nesta segunda-feira
Depois de causar uma série de transtornos aos clientes das agências bancárias na última sexta-feira (1°), a categoria dos vigilantes dessas instituições promete paralisação completa nesta segunda-feira

Depois de causar uma série de transtornos aos clientes das agências bancárias na última sexta-feira (1°), a categoria dos vigilantes dessas instituições promete paralisação completa nesta segunda-feira (04). O anúncio foi feito durante breve mobilização na sexta-feira (1°), quando mais de 300 manifestantes interromperam as atividades nas principais agências bancárias do Centro de Manaus. De acordo com o diretor do Sindevam (Sindicato dos Vigilantes do Amazonas), Adolfo Torres, o movimento da classe é para exigir o cumprimento da lei 12.740, aprovada em dezembro de 2012, sobre o adicional de periculosidade.
Com a paralisação no primeiro dia de fevereiro, agências da Caixa Econômica, Santander e Banco do Brasil tiveram que fechar as portas por falta de vigilantes prejudicando o atendimento de muitos clientes. O secretário-geral do Sindevam, Paulo Dora, explica que o adicional seria de 30% e tentam uma negociação desde o dia em que a lei foi sancionada.
“Já está tudo confirmado para paralisarmos em todo o país. O projeto tem força nacional e se as empresas continuarem se negando a cumprir a lei, estenderemos o movimento”, destaca o titular, afirmando que os empresários não aceitam o diálogo há dois meses.
De acordo com Dora, a paralisação desta segunda-feira (04) deve começar na Caixa Econômica Federal, na rua Barroso, Centro e a expectativa do sindicato é mobilizar mais de três mil vigilantes em frente à agencia. “O objetivo é visitar vários bancos no mesmo dia e articular uma negociação que caiba para ambos os lados”, diz.
Uma assembléia definirá no começo desta semana se os vigilantes iniciam oficialmente uma greve no Amazonas. O presidente do Sindesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada), Orlando Guerreiro, argumenta que embora a lei já tenha sido publicada, ela não está regulamentada e, por isso, os reajustes ainda não foram atendidos. “A intenção do sindicato é incluir o assunto na pauta da convenção coletiva dos vigilantes, que será realizada em abril”, diz.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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