Grupo Pão de Açúcar confirma revê fusão com Casas Bahia

Em: 14 de abril de 2010
O grupo varejista Pão de Açúcar confirmou ontem que deve rever a fusão com as Casas Bahia, conforme anunciada no início de dezembro passado
O grupo varejista Pão de Açúcar confirmou ontem que deve rever a fusão com as Casas Bahia, conforme anunciada no início de dezembro passado

O grupo varejista Pão de Açúcar confirmou ontem que deve rever a fusão com as Casas Bahia, conforme anunciada no início de dezembro passado. As ações ordinárias da empresa cairam 3,8% na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), às 12h25 (de Brasília).
Notícias da imprensa especializada apontam que a família Klein (fundadores das Casas Bahia) estava insatisfeita por ter vendido o controle do negócio e acreditava que o negócio havia sido subavaliado.
Em nota ao mercado, a diretoria do Pão de Açúcar apontou que as partes envolvidas “manifestaram interesse de rever a associação”.
“CBD e Globex [Ponto Frio] consideram que o Acordo de Associação celebrado é válido e perfeitamente eficaz, tendo se manifestado no sentido de continuar em discussões com vistas a um entendimento de forma a assegurar a implementação da associação”, finaliza a diretoria do Pão de Açúcar.
A compra do controle da Casas Bahia transformou o Pão de Açúcar na quinta maior empresa do país, com R$ 40 bilhões de faturamento. Os grupos se tornaram sócios de uma nova holding, que é dona da Globex, rede de bens duráveis que era subsidiária integral do Grupo Pão de Açúcar. Para ficar com o controle (51%) da nova empresa, o Pão de Açúcar entrou com a rede Ponto Frio, avaliada na operação em R$ 1,23 bilhão, e com a rede Extra Eletro, avaliada em R$ 120 milhões.
A Casas Bahia entrou com ativos e passivos operacionais, incluindo 25% da fábrica de móveis Bartira, pertencente à família Klein, e uma dívida líquida de curto prazo no valor de R$ 950 milhões. Já contabilizada a dívida, a parte da Casas Bahia (49%) foi avaliada em R$ 1,29 bilhão.
Quando a operação foi anunciada, no dia 4 de dezembro, a previsão era que a conclusão do negócio levaria seis meses.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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