Guido Mantega rejeita nova redução do superávit primário

Em: 7 de julho de 2009
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou que o governo federal reduzirá ainda mais a meta de superávit primário para este ano. A meta atualmente é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,8% no ano passado
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou que o governo federal reduzirá ainda mais a meta de superávit primário para este ano. A meta atualmente é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,8% no ano passado

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rejeitou que o governo federal reduzirá ainda mais a meta de superávit primário para este ano. A meta atualmente é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto), contra 3,8% no ano passado.
“O superávit primário deste ano será aquele que já foi anunciado por nós, de 2,5%. Estamos fazendo um superávit primário menor neste ano para poder fazer as medidas anticrise, que estão dando muito certo’’, disse o ministro após a cerimônia de posse do novo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, em São Paulo. “Em nenhum momento pensei em reduzir mais o (superávit) primário neste ano. Alguns andaram falando em primário zero. Isso não é verdade, não está correto.’’
O governo federal já fez duas reduções na meta do superávit primário neste ano. O primeiro, de 3,8% para 3%, ocorreu no início do ano para acomodar as medidas anticrise. A segunda, de 3% para 2,5%, foi anunciada no mês passado, com a saída da Petrobras das contas do governo para poder ter mais fôlego nos seus investimentos.
Para poder equacionar as contas do governo à essa nova meta, Mantega disse que os ministérios terão que fazer “ajustes’’. Porém, esses cortes não poderão ocorrer nos programas prioritários de cada pasta. “Continuaremos reduzindo os gastos de custeio sem mexer nos programas prioritários do governo. O governo mantém o Bolsa-Família e todos os investimentos.’’
O ministro também negou que, apesar destes cortes, o reajuste salarial dos servidores públicos federais deverá ser mantido. “É o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) que cuida disso, mas pelo que eu sei está mantido o reajuste que seria dado em julho’’, informou Mantega.
Sobre a situação das contas públicas devido à queda na arrecadação de impostos, o ministro reiterou que o país tem solidez fiscal -lembrando que, segundo as contas do FMI (Fundo Monetário Internacional), o Brasil será o país do G20 (grupo que reúne países responsáveis por 85% do PIB mundial) que terá o menor déficit nominal neste ano, “superando inclusive a China’’. “É inquestionável a solidez fiscal do país neste momento’’, disse Guido Mantega.

Redação

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