H Buster quer 5% do mercado já em 2008

Em: 7 de julho de 2008
Já foram aplicados US$ 10 milhões na nova planta, mas a inauguração da nova linha de LCD deve elevar o investimento para US$ 15 milhões até o fim do ano
Já foram aplicados US$ 10 milhões na nova planta, mas a inauguração da nova linha de LCD deve elevar o investimento para US$ 15 milhões até o fim do ano

De olho no crescente mercado de TVs LCD (Cristal Líquido), que desde o ano passado tomou a dianteira do plasma como substituto dos modelos CRT, a fabricante chinesa de eletroeletrônicos H Buster começa a produzir o aparelho a partir de agosto. Foram investidos mais de US$ 4 milhões na nova linha, com expectativa de retorno de quatro anos.
A iniciativa vai acrescentar mais 150 postos de trabalho na unidade da empresa instalada no PIM (Pólo Industrial de Manaus), que hoje emprega mais de 450 pessoas. A fase de contratações foi iniciada na segunda quinzena do mês de junho, assim como a fase de testes dos equipamentos e maquinários, que já foram instalados.
A evolução tecnológica vem aquecendo o mercado de TVs de plasma e LCD, com clara vantagem para esta última. A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) projeta fechar 2008 com o dobro de aparelhos vendidos com as duas tecnologias em relação ao ano anterior, alcançando a marca de 2 milhões de eletroeletrônicos comercializados.
Na comparação do primeiro quadrimestre do ano com igual período de 2007, o número de TVs LCD produzidas pelo PIM (Pólo Industrial de Manaus) registrou um salto de 289,57%, passando de 137.449 (2007) para 535.466 (2008). Os dados foram fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), que apontou retração de 22,26% na manufatura das TVs convencionais –2,48 milhões (2008) contra 3,19 milhões (2007)– no comparativo do acumulado.

Metas ousadas

A meta da H-Buster é conseguir entre 3% e 5% de participação desse mercado em 2008, e de 8% a 10% a partir de 2009. A firma, que hoje detém em torno de 20% do mercado de auto-rádios e também produz tocadores de DVD, projeta produção média de 5.000 TVs LCD por mês no ano inaugural e incremento de 30% a partir do segundo ano de operações.
“Nossa expectativa é grande. Já tínhamos experiência no mercado de auto-rádio, mas queríamos entrar também no segmento de áudio e vídeo residencial e a tecnologia de LCD vem demonstrando que veio para ficar”, declarou o diretor administrativo e sócio-proprietário da H-Buster, Guilherme Ho.

Preço competitivo

Serão oferecidos quatro modelos, de 32 a 52 polegadas. A fabricante prefere não divulgar qual será o preço dos novos itens, mas garante que este será um dos diferenciais para enfrentar a concorrência em um mercado cada vez mais disputado. “O mercado vai decidir isso, uma vez que os valores oscilam muito. Podemos dizer que nosso preço será competitivo e nossos produtos terão design arrojado”, comentou.
Em torno de 70% dos insumos utilizados na manufatura dos novos produtos virá do estrangeiro, principalmente da China. Por conta do incentivo às importações, proporcionado pela desvalorização do dólar, a empresa informa que não tem planos de verticalização, pelo menos no curto prazo.

Crescimento planejado

Há dez anos no mercado e com uma unidade fabril em São Paulo, onde fabrica alto-falantes, a H-Buster começou a operar em Manaus a partir de 2003. Desde setembro do ano passado, trabalha na cidade em endereço próprio. Até agora, foram aplicados US$ 10 milhões na nova planta, mas a firma deve encerrar o ano com volume de aportes de US$ 15 milhões, por conta da inauguração da nova linha de LCD.
Os novos investimentos e a mudança de endereço –uma área de 7.000 metros quadrados contra 2.000 metros quadrados da antiga planta– fizeram a fabricação de auto-rádio dar um salto de mais de 100% em 2008. No ano passado, a média de produção era de 15 mil a 20 mil peças por mês. No primeiro semestre, a firma já chegou a faixa de 50 mil a 60 mil itens por mês.
De acordo com Gui­lher­me Ho, a empresa pretende incluir outros eletroeletrônicos em seu portifólio de produtos nos próximos anos. Embora ainda não tenha formatado um projeto nesse sentido, a H-Buster também estuda a possibilidade de produzir note books, a partir de 2009.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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