Hillary pede colaboração da China para conter crise coreana

Em: 24 de maio de 2010
Em visita a Pequim, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que a solução da crise na península coreana depende dos esforços conjuntos da China e dos EUA, depois do ataque de Pyongyang a uma corveta sul-coreana
Em visita a Pequim, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que a solução da crise na península coreana depende dos esforços conjuntos da China e dos EUA, depois do ataque de Pyongyang a uma corveta sul-coreana

Em visita a Pequim, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que a solução da crise na península coreana depende dos esforços conjuntos da China e dos EUA, depois do ataque de Pyongyang a uma corveta sul-coreana.
Mais cedo, a China havia manifestado preocupação com a escalada de tensão entre as duas Coreias, após Seul ter anunciado o bloqueio de suas relações comerciais com a vizinha Coreia do Norte.
“A Coreia do Norte é uma preocupação urgente”, afirmou Hillary na abertura do “Diálogo estratégico e econômico” sino-americano de dois dias, que teve início ontem, em Pequim.
“No ano passado pudemos trabalhar juntos para que se vote e implemente uma resolução forte do Conselho de Segurança da ONU (…) Hoje estamos confrontados com um novo desafio”, afirmou a chefe da diplomacia americana.
“Devemos novamente trabalhar juntos para fazer frente ao desafio (…) visando à paz e à estabilidade na península coreana”, lançou, dirigindo-se aos dirigentes chineses.
O presidente Barack Obama ordenou a revisão da política de Washington em relação à Coreia do Norte e aprovou a ideia de aplicar sanções para apoiar seu aliado Coreia do Sul ante qualquer agressão de Pyongyang, segundo indicou a Casa Branca.
“Esta revisão visa a assegurar que tomemos as medidas apropriadas e identifiquemos zonas onde seja necessário realizar ajustes”, afirmou o secretário de imprensa da Casa Branca, Robert Gibbs, em um comunicado por escrito.
Entre essas medidas, a Casa Branca considera apropriada a aplicação de sanções a Pyongyang.
Os Estados Unidos e outras potências ocidentais condenaram o ataque, mas a China, por sua vez, recebeu com frieza as conclusões da comissão investigadora internacional, limitando-se a pedir cautela a ambas as partes.
Hillary declarou ainda que os Estados Unidos “trabalham duro para evitar uma escalada” na península coreana.
“Os norte-coreanos criaram uma situação extremamente precária na região, uma situação que cada país vizinho imediato ou próximo da Coreia do Norte compreende que deve ser circunscrita”, acrescentou Hillary, que na quarta-feira vai a Seul.
Hillary assinalou, por outra parte, que deseja que a Coreia do Norte respeite seus compromissos em termos de desnuclearização e pediu novamente a Pyongyang a “que ponha fim a suas provocações”.

Redação

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