Homens são maioria na metalurgia do PIM, que projeta crescimento de 5% em 2011

Em: 28 de fevereiro de 2011
Otimista quanto às potencialidades econômicas do Brasil e do PIM (Polo Industrial de Manaus), o setor me­talúrgico, puxado pela mão de obra masculina, projeta crescimento de pelo menos 5% em 2011
Otimista quanto às potencialidades econômicas do Brasil e do PIM (Polo Industrial de Manaus), o setor me­talúrgico, puxado pela mão de obra masculina, projeta crescimento de pelo menos 5% em 2011

Otimista quanto às potencialidades econômicas do Brasil e do PIM (Polo Industrial de Manaus), o setor me­talúrgico, puxado pela mão de obra masculina, projeta crescimento de pelo menos 5% em 2011. Em 2010 os metalúrgicos obtiveram faturamento de US$ 2.4 bi­lhões, um crescimento de 7% em relação a 2009, quando os rendimentos brutos das fabricantes acumularam um somatório de US$ 1.8 bilhões.
A mão de obra ocupada do setor também cresceu no ano passado. Foram gerados 6,2 mil postos de trabalho contra 5,4 mil em 2009, um incremento de 14,8%. A média salarial dos metalúrgicos, conforme a direção do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus), é de aproximadamente R$ 1,5 mil e apresenta produtividade dentro da média em relação ao resto do país.
O presidente da entidade, Athaydes Felix Mariano, justifica que talvez pela própria particularidade do setor em movimentar peças de grande volume e peso, a mão de obra masculina domine as linhas de produção, já que os principais segmentos da metalurgia amazonense envolvem usinagem, estampa­ria, ferramentaria e mecânica. “Mesmo assim, o trabalho feminino participa com cerca de 20% da mão de obra total do setor e tem salários compatíveis às funções que ocupam, não ha­vendo diferenças de valores entre os sexos”, assegurou.
No setor, os amazonen–ses são maioria em nível de gerência e diretoria, muito embora as empresas de me­talurgia e mecânica ainda tenham em seus quadros profissionais uma gama de pessoas oriundas de outros Estados. Felix explicou que as empresas ainda trazem de outros Estados trabalhadores especializados, como por exemplo técnicos de produção, para suprirem a escassez dessa mão de obra em suas linhas de produção.
Quanto aos executivos de fora, o dirigente aponta que eles têm como perfil formação superior, principalmente em engenharia de produção e outros em gestão empresarial e tributária.

Benefícios sociais

A metalurgia amazonense, que tem como principais clientes os fabricantes de motos e bicicletas, procura cumprir suas r­esponsabilidades junto aos colaboradores. Athaydes Mariano garantiu que os benefícios sociais esta­belecidos pela legislação trabalhista, assim como aqueles ofertados espontaneamente, são cumpridos pelas empresas. “Para se ter uma ideia, no ano de 2010 foram gastos com encargos sociais trabalhistas e benefícios sociais oferecidos pelas empresas um montante superior a R$ 154 milhões, dos quais 45% foram voluntariamente dados pelas empresas do setor”, assegurou.
Esses benefícios, conforme Felix, abrangem atendimentos através de planos de saúde em grupo, extensivo aos dependentes; bolsas de estudo ao funcionário e dependentes; creches; fornecimento de ranchos; etc.
“A maioria das empresas do setor oferece trei­namento e qualificação profissional, utilizando-se de entidades como Senai-AM (Serviço Nacional de A­­p­r­endizagem Industrial no Amazonas), IEL (Instituto Euvaldo Lodi), etc, além de bolsas em instituições particulares”, mencionou, enfatizando que a maioria dos cursos é direcionada para a área de produção, nas mais variadas funções.

Postura profissional

A contribuição dos tra­balhadores e executivos vindos de outras regiões está, segundo o presidente do Sinmen, principalmente na melhor postura profissional, no que diz respeito ao comprometimento dos mesmos com os objetivos das empresas.
Quanto às principais dificuldades de adaptação desses profissionais, diz respeito à distância dos demais centros, opção de lazer, bem como ao sistema de saúde bastante precário na nossa cidade. Com relação ao clima e alimentação, não existe nenhuma queixa nesse sentido.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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