Honestidade X desesperança E agora???

Em: 3 de agosto de 2017

ão seremos tão honestos como demonstramos uns com os outros senão vejamos, o porque de um simples gesto de fecharmos a porta de nossa casa leva a desconfiar de quem nos rodeia. Da que pensar o quanto somos desconfiados porque perante uma sociedade cada vez mais sem principios e esperança, tudo e todos estão em constante desconfiança.

A honestidade é uma das virtudes mais importantes: na família, no trabalho e na sociedade. Na política, então, assume especial relevância. Um político ser capaz de dizer ao que vem (dizer o que pensa) e fazer o que diz: eis o que necessitamos!

Quando se tem responsabilidades políticas, públicas ou coletivas, a questão da honestidade põe-se com maior acutilância uma vez que a sua presença ou ausência vão ter consequências alargadas, sobre um vasto número de pessoas. Não só o que fazemos afeta diretamente muita gente como o nosso exemplo tem peso. A atitude de um governante tem que ser exemplar porque é um modelo de ação. E note-se que a honestidade é transversal: não basta haver coerência entre o que se diz e o que se pratica, o que se diz tem já que ser coerente com a verdade (e tantas vezes o discurso é demagógico ou internamente incoerente – eis a desonestidade intelectual!).

Num país como o nosso, em que a percepção e a realidade da corrupção atingem patamares alarmantes, seria, de fato, um progresso enorme, conseguir que todos os políticos com poder tomassem atitudes honestas. Depois, então, viriam as escolhas ideológicas, ou seja, começaríamos, realmente, com a política.

Mas não só na política se põe a questão da honestidade: também nos negócios e na vida cívica e colectiva temos que pugnar por ela. Por isso não basta clamar por políticos honestos. Cada um de nós deve cultivar a honestidade como um valor e como um hábito (só teremos moral para exigir honestidade se começarmos por ser honestos também). Depois, numa democracia representativa, o nosso voto mostra quem nós escolhemos para nos representar. Quem vota em políticos comprovadamente corruptos e desonestos está a dizer que se sente representado por essas figuras. Não tem, assim, legitimidade para se queixar quando o político, em conformidade, for desonesto. E o argumento da falta de alternativas não colhe: há políticos que ainda não provaram ser desonestos!

O que devemos procurar é ter atitudes de alto grau de honestidade e de baixo grau de desonestidade e votar naqueles políticos que demonstraram maiores graus de honestidade: aqueles que respeitam as leis, que rejeitam a corrupção, que favorecem a transparência e a rotatividade no poder, que praticam políticas financeiras responsáveis, que atentam às diferentes instituições e aos diferentes interesses das populações e que não mentem e as tratem sem arrogância.

Uma percentagem substancial da culpa pela crise que vivemos deve-se à desonestidade que tem grassado no mundo. De políticos que vão para o governo e não fazem aquilo a que se comprometeram nos seus programas eleitorais, de decisões que desrespeitam os interesse populares e agem de acordo com vontades particulares de governantes.

Hoje ser honesto deixou de ser um princípio pois esta sociedade nos ensina a ser cada vez mais competitivos uns com os outros, passamos por cima de tudo e de todos, e uma sociedade de aparências onde cada um faz o que pode. É difícil demais entender o ser humano queremos ser honestos numa sociedade de códigos onde tudo que temos não passam de números que nos fazem entender que nada neste mundo e confiável.

Por mais que eu tenha espírito de mudança,vejo contradições que me causam desesperança.
Cansa ver tanta gente (políticos, empresários, gestores entre outros “grandes”…) ignorante, tratando gente humilde de forma arrogante, desonesta e deselegante ao lidar com a maioria que fala com sotaque de periferia.

Na correria, sobrevivendo a covardia daqueles que lhes retribui com antipatia, use flores quando brotar a desesperança; assim, sinta o perfume da vida acalentando seus sonhos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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