Hotéis de São Paulo mantêm bom desempenho e projetam alta de 77%

Em: 18 de outubro de 2007
Com taxa média de 66,86%, os números de setembro chegam para reforçar o bom momento da metrópole no que diz respeito à atividade turística, cada vez mais consolidada e menos sujeita a instabilidades temporárias
Com taxa média de 66,86%, os números de setembro chegam para reforçar o bom momento da metrópole no que diz respeito à atividade turística, cada vez mais consolidada e menos sujeita a instabilidades temporárias

Se em outubro, a taxa de ocupação dos hotéis na cidade de São Paulo deve atingir seu ápice com uma agenda cultural, esportiva e de negócios das mais cobiçadas, tendo à frente o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, em setembro ela não decepcionou. Pelo contrário, manteve-se em um patamar cada vez mais rotineiro para a capital paulista neste ano de 2007.

Com taxa média de 66,86%, os números de setembro chegam para reforçar o bom momento da metrópole no que diz respeito à atividade turística, cada vez mais consolidada e menos sujeita a instabilidades temporárias. Os índices de utilização dos hotéis nos primeiros sete meses de 2007 foram cerca de 15 pontos percentuais superiores a 2004 -há apenas três anos- e em média 4% acima de 2006. Para outubro, a previsão é de fato uma taxa de ocupação próxima aos 77%, com picos de 88% na semana do GP Brasil.

Na verdade, desde março de 2007, a ocupação hoteleira na metrópole apresentou constância bastante positiva, sempre entre 65% e 70% -69,8% em março, 67,39% em abril, 69,3% em maio, 67,57% em junho, 66,54% em julho, 69,44% em agosto e 66,86% em setembro, comprovando o amadurecimento do segmento, sua estabilidade, inclusive nos fins de semana, e um momento que nem de longe lembra a dura realidade do fim dos anos 90 e primeiros anos desta década.

Outro dado que impressiona na pesquisa da SPTuris junto a cem hotéis da capital em setembro é o Revpar, receita obtida pelos apartamentos na hotelaria paulistana. O índice cresceu de 88,54% em setembro de 2006 para nada menos que 169,51% no mesmo mês de 2007, um incremento de 91,5% em apenas um ano.

Promoção turística

O presidente da SPTuris (São Paulo Turismo) -empresa de promoção turística e eventos da capital paulista -, Caio Luiz de Carvalho, afirmou que até poucos anos atrás, a taxa de ocupação média mensal ficava em torno de 40%, com pequenas variações dependendo do mês. “A capacidade dos hotéis da cidade era muito maior que a demanda e nosso parque hoteleiro, um dos maiores do mundo, trabalhava com mais da metade de seus quartos na ociosidade”, lembrou.

Setor cresceu 9% de janeiro a agosto

O bom momento da hotelaria paulistana foi constatado também em um levantamento sobre o setor no país divulgado esta semana pela Deloitte, empresa mundial de consultoria e auditoria. Segundo a Pesquisa Setorial Deloitte Hotéis, que inclui 55 empresas hoteleiras nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste até agosto deste ano, a ocupação hoteleira em São Paulo cresceu 11,3% em 2006 (em relação a 2005) e 9% em 2007 (comparada ao ano anterior, de janeiro a agosto).

Para citar o mesmo parâmetro utilizado pela Deloitte, no Rio de Janeiro esses percentuais foram de 3,4% em 2006 e queda de 10,5% em 2007, mesmo com os Jogos Pan-americanos.

“A coerência nos números desde o início do ano mostra que a capital paulista evolui como destino, não somente para os negócios, mas como referência de lazer e entretenimento”, ressaltou Caio Carvalho. “Isso porque, mesmo quando houve menos eventos, como em julho, os números permaneceram constantes”, destacou. Um bom exemplo desse novo momento são os pacotes combinando diárias e atrações culturais, cada vez mais presentes em todas as categorias de hotéis paulistanos.

Calendário cultural

Além do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, vários megaeventos fazem parte do calendário cultural e de negócios da capital paulista em outubro. São grandes eventos internacionais, exposições de destaque na América Latina, atrações musicais para todos os gostos e feiras dos mais diversos segmentos. “O GP Brasil é o evento que mais traz receita com turismo para o município e mexe com 52 diferentes setores da economia local”, completou Caio Carvalho.

A movimentação financeira, segundo ele, deve chegar a R$ 200 milhões somente com a fim do campeonato mundial de pilotos de Fórmula 1 que, pelo terceiro ano consecutivo, será decidido em São Paulo. Durante o mês de outubro, serão movimentados na capital pauli

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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