IBGE diz que 52% da população é classe média

Em: 22 de março de 2010
Estudos recentes da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro) apontam que aproximadamente 52% da população brasileira correspondem à classe média
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Estudos recentes da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro) apontam que aproximadamente 52% da população brasileira correspondem à classe média

Estudos recentes da FGV-RJ (Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro) apontam que aproximadamente 52% da população brasileira correspondem à classe média. Essas pessoas possuem renda salarial igual ou superior a R$ 1.500, abrem contas em banco e conseguem chegar ao fim do mês com as contas pagas.
As pesquisas da instituição também indicam que de 2001 a 2008 houve um aumento da renda salarial na média de 20% a 30%. Os dados de 2009 ainda não foram fechados.
De acordo com o economista Marcelo Côrtes Néri, o aumento de pessoas que passaram a integrar a classe média favorece a constante redução da desigualdade no Brasil. “Há 15 anos a desigualdade era bem mais alta no país. Essa distinção social só existe ainda porque a distribuição de renda não é equilibrada”, afirmou.
O economista informou ainda que a classe C já ultrapassou a classe AB porque soma a maior parte do mercado. “O retrato de hoje é que metade da população já possui uma renda salarial média, ou seja, faz parte da classe C e ninguém é considerado pobre nesse grupo”, salientou.
No amazonas, segundo Néri, 52% da população já pertence à classe média ficando atrás apenas de alguns Estados da região Nordeste, como Alagoas, por exemplo. Entre as capitais, Manaus é a vigésima primeira com maior índice de pessoas componentes da classe ABC.
O que favoreceu o aumento da classe média, conforme o economista, foi o maior investimento na educação de qualidade e mais acesso ao mercado de trabalho. Além disso, programas governamentais também contribuem para o crescimento da classe média, como o Bolsa Família, por exemplo, que beneficia as famílias mais pobres.
O consumo de materiais de alta tecnologia também aumentou. “Pode-se observar que os consumidores da classe C estão adquirindo mais produtos como televisores de plasma e também possuindo mais de um celular”, enfatizou o economista.
Conforme Néri, outro fato que favoreceu o aumento da classe média foi a constante geração de empregos formais. “Isso fez com que a pobreza tivesse uma queda de até 43% em apenas cinco anos. Ou seja, esses fatos também ocasionam uma diminuição na desigualdade social”, ressaltou.
Na avaliação do economista, o surgimento da classe C é importante econômica e politicamente. “Tudo isso porque em ano eleitoral, a pobreza cai e em ano pós-eleitoral o processo é o contrário, isto é, a pobreza volta a subir”, pontuou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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