Com a integração completa das operações da MRO, em janeiro de 2007, a IBM passou a ter seu maior laboratório brasileiro para desenvolvimento de suas linhas de software.
A companhia já investiu mais de US$ 2,5 milhões no laboratório e dobrou o número de funcionários, contando atualmente com uma equipe de 80 engenheiros de software.
Por enquanto, o foco é o desenvolvimento de produtos Tivoli e da suíte Maximo. Sete produtos foram lançados em 2007 e há pelo menos outros 15 lançamentos programados para este ano. Todos podem ser vendidos para qualquer parte do mundo, onde a IBM tiver filial ou revendedores. “Essa iniciativa local posiciona o país não apenas como um revendedor de tecnologia, mas como um criador”, comentou o diretor de software da IBM Brasil, Marco Bravo.
Segundo Bravo, a expectativa é que o laboratório continue crescendo em 2008. “Além da suíte Maximo, que incrementou nosso portfólio depois da aquisição da MRO, hoje já desenvolvemos novos produtos da brand Tivoli e, futuramente, esperamos receber qualquer produto da IBM Software Group”, previu Bravo.
Atuação no país
O Brasil é um dos 18 países onde a IBM desenvolve produtos Tivoli. Há laboratórios similares também nos Estados Unidos, Itália, Polônia, Canadá, entre outros. “Com o Software sendo produzido no ‘quintal de casa’ os clientes brasileiros podem assegurar-se do grau de comprometimento da IBM com o mercado da América Latina”, comentou o gerente do laboratório de SWG do Brasil, Fábio Scopeta.
Segundo o executivo, o país ainda conta com vantagens competitivas em relação a outros países, como fuso horário compatível ao dos Estados Unidos e profissionais flexíveis. “Isso contribui para reduzir o impacto cultural e deve gerar mais negócios nos próximos anos”, justificou.
Estratégia de aquisições
Só em 2007, a IBM adquiriu mais seis empresas de software: Vallent, Consul, Watchfire, Datamirror, Princeton Softek e WebDialogs. Em 2008, já foram adquiridas outras duas empresas: Net Integration Technologies e Aptsoft, somando 49 aquisições desde 2000.
A IBM já anunciou a intenção de compra de outras três companhias de software, entre elas a Cognos por US$ 5 bilhões. O objetivo da corporação é complementar o portfólio da área de software e ganhar market share nos mercados em que já atua.
“Quando adquirimos uma empresa, estamos trazendo para dentro de casa tecnologia, um modelo de negócio, uma carteira de clientes e, acima de tudo, pessoas. O sucesso das aquisições das empresas de software pela IBM pode ser exemplificado pelo contínuo investimento feito no laboratório e contratação de novos profissionais”, comentou Bravo.







