IGP-M registra queda de 0,22% em junho, informa FGV

Em: 20 de junho de 2011
Retração dos preços ocorreu em relação a maio, mês em que o indicador havia pontuado aumento de 0,55%
Retração dos preços ocorreu em relação a maio, mês em que o indicador havia pontuado aumento de 0,55%

O IGP-10 (Índice Geral de Preços) caiu 0,22% em junho, após alta de 0,55% em maio, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) recuou 0,69%, contra alta de 0,26% antes. O IPA agrícola acentuou o declínio, de 1,20% para 2,79%. O IPA industrial arrefeceu a elevação, de 0,81% para 0,09%. As principais quedas se concentraram no algodão em caroço, álcool etílico anidro, aves e laranja.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,10% em junho, frente a 0,98% no mês anterior. Os custos do grupo alimentação caíram, em 0,37% , seguindo a alta de 1,04% em maio. Os de transportes recuaram 0,79% , após subirem 1,74% antes. As maiores baixas no varejo foram de batata-inglesa, álcool combustível, gasolina, laranja-pera e cenoura.
Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve elevação de 2,18% em junho, ante 1,57% em maio. A pressão veio da mão de obra, com salto de 3,98% agora, contra 2,74% antes, devido aos dissídios salariais da categoria típicos do período.

Entidade afasta possibilidade de novo ciclo de deflação

A queda de 0,22% para o IGP-10 em junho não sinaliza um novo ciclo de deflação para os IGPs (Índices Gerais de Preços) no cenário macroeconômico, como em 2009 e em 2005. A avaliação partiu do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.
O especialista comentou que, no último ciclo de deflação, em 2009, a economia brasileira enfrentava os efeitos negativos da crise global. Em 2005, o país experimentava um movimento cambial que ajudou a puxar para baixo os preços.

Curto prazo

Quadros comentou, no entanto, que em um horizonte de curto prazo, para o mês de junho, os IGPs devem mostrar taxas negativas. Ele lembrou que o IGP-10, apesar de não ser indexador de preços, funciona como um indicador antecedente do comportamento do IGP-DI e do IGP-M. “É possível que tenhamos novas taxas negativas para os IGPs em junho”, avaliou.
Ainda segundo o especialista, a taxa em 12 meses do IGP-10, que subiu 8,78% até maio, a menor desde outubro de 2010 (8,51%) deve intensificar trajetória de desaceleração no segundo semestre deste ano. Isso porque, com o passar do tempo, devem ser retiradas da série acumulada do indicador taxas mensais acima de 1%, referentes aos primeiros meses do segundo semestre do ano passado, sendo substituídas por outras de menor magnitude, que serão referentes aos próximos meses deste ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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