O IGP-10 (Índice Geral de Preços) caiu 0,22% em junho, após alta de 0,55% em maio, informou a FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) recuou 0,69%, contra alta de 0,26% antes. O IPA agrícola acentuou o declínio, de 1,20% para 2,79%. O IPA industrial arrefeceu a elevação, de 0,81% para 0,09%. As principais quedas se concentraram no algodão em caroço, álcool etílico anidro, aves e laranja.
O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) subiu 0,10% em junho, frente a 0,98% no mês anterior. Os custos do grupo alimentação caíram, em 0,37% , seguindo a alta de 1,04% em maio. Os de transportes recuaram 0,79% , após subirem 1,74% antes. As maiores baixas no varejo foram de batata-inglesa, álcool combustível, gasolina, laranja-pera e cenoura.
Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) teve elevação de 2,18% em junho, ante 1,57% em maio. A pressão veio da mão de obra, com salto de 3,98% agora, contra 2,74% antes, devido aos dissídios salariais da categoria típicos do período.
Entidade afasta possibilidade de novo ciclo de deflação
A queda de 0,22% para o IGP-10 em junho não sinaliza um novo ciclo de deflação para os IGPs (Índices Gerais de Preços) no cenário macroeconômico, como em 2009 e em 2005. A avaliação partiu do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.
O especialista comentou que, no último ciclo de deflação, em 2009, a economia brasileira enfrentava os efeitos negativos da crise global. Em 2005, o país experimentava um movimento cambial que ajudou a puxar para baixo os preços.
Curto prazo
Quadros comentou, no entanto, que em um horizonte de curto prazo, para o mês de junho, os IGPs devem mostrar taxas negativas. Ele lembrou que o IGP-10, apesar de não ser indexador de preços, funciona como um indicador antecedente do comportamento do IGP-DI e do IGP-M. “É possível que tenhamos novas taxas negativas para os IGPs em junho”, avaliou.
Ainda segundo o especialista, a taxa em 12 meses do IGP-10, que subiu 8,78% até maio, a menor desde outubro de 2010 (8,51%) deve intensificar trajetória de desaceleração no segundo semestre deste ano. Isso porque, com o passar do tempo, devem ser retiradas da série acumulada do indicador taxas mensais acima de 1%, referentes aos primeiros meses do segundo semestre do ano passado, sendo substituídas por outras de menor magnitude, que serão referentes aos próximos meses deste ano.







