Imigração no país faz a diferença

Em: 30 de abril de 2008
Segundo o ministro da Agricultura, a riqueza da nossa imigração fez a diferença com os japoneses, italianos, alemães, entre outros que chegaram ao país
Segundo o ministro da Agricultura, a riqueza da nossa imigração fez a diferença com os japoneses, italianos, alemães, entre outros que chegaram ao país

“O Brasil é eficiente porque, além de possuir solo, água, sol, extensão territorial, tecnologia tropical, recebeu imigrantes capacitados que puseram a mão na terra. A riqueza da nossa imigração fez a diferença com os japoneses, italianos, alemães, entre outros que chegaram ao país”. A declaração é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes que participou, nesta última quarta-feira, da comemoração do Centenário da Imigração Japonesa, durante a 4ª Edição Especial dos Melhores Cafés do Brasil, em Brasília.
O ministro acrescentou que a economia vive um momento extraordinário, principalmente, na agricultura que produz alimento para o mercado interno, mantém o ritmo de crescimento das expor­tações e, ainda, produz energia limpa com os biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar. A progra­mação em homenagem aos ­imigrantes japoneses na 4ª dôo Melhores Cafés do Brasil foi uma iniciati­va da Abic (Associação Bra­si­leira das Indústrias de Café), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.­

Imigração
japonesa
A vinda dos imigrantes japoneses começou no dia 18 de junho de 1908, quando o navio Kasato Maru saiu do porto de Kobe, no Japão e chegou ao porto de Santos com 781 japoneses. Os recém-chegados foram trabalhar em fazendas paulistas produtoras de café. Nesse mesmo ano, ocorreu a primeira remessa que se tem registro de 600 sacas de café para o Japão. Após 50 anos da chegada do Kasato Maru, o número de japoneses e descendentes somava mais de 400 pessoas. A influência japonesa em cidades construídas pelo café, como Londrina e Maringá, no Paraná, também foi expressiva. Atualmente, a comunidade japonesa no Brasil totaliza mais de 1,5 milhão de imigrantes, com participação em setores como a indústria, serviço, arte e cultura.
O Japão é o quarto maior mercado consumidor de cafés do Brasil, adquirindo mais de 2 milhões de sacas de café por ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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